quinta-feira, 19 de março de 2009

# ROCKZZ
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O show # ROCKZZ, na sua primeiríssima edição, leva ao palco da Intoca, no Centro Histórico de João Pessoa, duas das bandas autorais mais conhecidas e reconhecidas fora do Estado, Cabruêra e Chico Correa & Electronic Band. Enquanto a Cabruêra passeia livre pelo regional e pelas experimentações dançantes entre baião, rock, jazz, etc. - bem et cetera mesmo -, Chico Correa flerta com o jazz, o groove e outros ritmos que são presos à música regional. Vale a pena conferir. Na mesma noite sobe ao palco Madalena Moog, que grava novo álbum previsto ainda para este semestre, e que já tem título: "Universla Park". A banda, que sentou praça na cidade, mostrará o novo repertório, mesclando sambas, bossas e os "outros ritmos mais abrasileirados" que marcam o novo set e a nova fase da banda. Fechando a noite tem Dj Carlos Dowling. Dowling, que é um dos DJs da Volante Filipéia, trabalha com pesquisa musical e discotecagem com referências e preferências em lugares como o tropicalismo, o samba de raiz, a música africana dos anos 70, toda a música cubana, sambarock, pancadão e música de terreiro. Tudo num tacho só, misturado e cheio de colagens com gravações raras, vídeos, falas famosas e surtos sonoros espontâneos. # ROCKZZ é uma festa da música brasileira.
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SERVIÇO:
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# ROCKZZ
Com as bandas:
Cabruêra, Chico Correa & Electronic Band, Madalena Moog e DJ Dowling
Dia: 10 de abril
Local: Intoca (Largo de São Frei Pedro Gonçalves, Centro Histórico)
Horário: 22:00
Ingresso: R$ 5,00 (até 23:00h) e R$ 7,00.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

LPs novos voltam ao mercado e usados viram febre em lojas de JP
Texto: Ricardo Oliveira
Fonte: Jornal da Paraiba, 27 de janeiro de 2009
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MERCADO - Robério, da Música Urbana, mostra um LP raro de Tim Maia:
os vinis ainda não são a solução para a crise dos CDs
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Um ano depois do Radiohead lançar de forma revolucionária o seu álbum In Rainbows, um anúncio no Brasil parecia atestar o fim de um formato: a Poly Som, última fábrica brasileira de vinis, fechava suas portas. Outubro de 2008 foi o ano do obiturário dos LPs em nosso país, até que em janeiro deste ano a gravadora Deckdisc oficializou a compra da fábrica, anunciando lançar LPs, ainda em abril. A Sony/BMG também prometeu colocar no mercado novamente 30 títulos de artistas do seu acervo. O diferencial? Desta vez em CD e LP. Artistas como Lenine, Los Hermanos e Amy Whinehouse já lançaram cópias de seus trabalhos mais recentes em vinil e a tendência parece ser o retorno de um formato que é impossível de ser pirateado. Os seus fãs valorizam os timbres específicos alcançados na gravação de álbuns neste material. O mercado está pronto para a velha novidade?
NOVO PÚBLICO
Em João Pessoa não existem lojas que vendam os relançamentos em vinil junto aos acervos comuns de CDs, como a Livraria Cultura em Recife, a não ser por encomenda. Para os empresários Oliver de Sousa, da Oliver Discos, e Robério Rodrigues, da Música Urbana, a nova fase dos vinis ainda não é uma solução completa para a crise do CD. “Os LPs têm voltado, mas ainda estão muito caros. Então fica pouco acessível para o pessoal mais jovem. É algo que não vai extinguir o download, mas é uma boa ideia para relembrar ou conhecer tecnologia”, comenta Robério. Os dois empresários comentaram à reportagem que os vinis têm recebido uma procura maior nos últimos meses. “Tem uma garotada, de 18 a 20 anos, que tem vindo aqui e procurado clássicos do rock dos anos 70 e da MPB”, afirmou Oliver. As duas lojas dispõem apenas de CDs e LPs usados, que em sua maioria, variam entre R$ 5 e R$ 20. “Não dá pra pensar em ganhar dinheiro com isso, mas é legal porque dura mais tempo e todo mundo tem mais cuidado”, comenta Esdras Nogueira do Móveis Coloniais de Acaju, que não descarta a possibilidade de lançar o novo trabalho do grupo no formato clássico. Soa bastante promissor.
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PARA ONDE VAI A MÚSICA DIGITAL?*
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Começou assim: em 1999 um garoto de 19 anos chamado Shawn Fanning criou um sistema de compartilhamento de arquivos em MP3 pela internet. O software Napster fez tanto sucesso que as gravadoras ficaram preocupadas. Tudo ficou mais intenso quando a banda Metallica resolveu processar o Napster por distribuir suas músicas ilegalmente pela rede. Fanning perdeu e o seu programa foi proibido. Acontece que a criação do garoto fazia parte de um contexto mais amplo, complexo e inovador: a “cultura do compartilhar” estava surgindo e através de inúmeros softwares ganhou forma nos últimos 20 anos. BNegão, parceiro de Marcelo D2 na época do Planet Hemp, lembra que no fim da década de 1990 o clima ficou tenso no meio musical em relação à atitude de fazer um download. “Na época em que a molecada começou essa loucura toda de baixar músicas, as pessoas falavam do assunto praticamente como se fosse um tráfico de armas”, comenta BNegão em entrevista exclusiva para o Jornal da Paraíba. Claro, além do Napster, outros sites e sistemas Peer to Peer (P2P, “ponto-a-ponto” ) foram encerrados por ordem judicial. As gravadoras ganharam causas judiciais, mas não conseguiriam impedir a viralização dos downloads.
NOVA MÚSICA DIGITAL
Outubro de 2007. A banda Radiohead traz uma proposta inovadora. Quatro anos depois de Hail To The Thief escolhe lançar o novo álbum In Rainbows de uma forma curiosa: através do site da banda, os fãs poderiam comprar um conjunto de MP3 pelo valor que desejassem. Em meio às dúvidas, sete milhões de libras vendidas em apenas uma semana; álbuns em vinil e caixas especiais lançadas em seguida, com faixas extras. Mais sucesso.
A atitude do Radiohead é reflexo exato de algo que se difundiu pelo mundo e o Brasil não ficou de fora. Em meio à crise de vendas do CD, os artistas precisaram começar a inovar e buscar soluções criativas para apresentar seu trabalho. “Muita gente que não tinha como divulgar sua obra, por causa desse caminho, agora tem”, argumenta BNegão, um dos primeiros artistas brasileiros a usar a expressão copyleft. Trocadilho com o tempo copyright (direitos de cópia), a ideia tem a ver com difundir obras livremente, sem restrições que limitem seu uso. O autor continua sendo dono do seu trabalho, mas permite aos consumidores a cópia, distribuição e troca.
A banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju é um exemplo recente sobre esta atitude. Além de distribuir gratuitamente o seu primeiro álbum (Idem, 2005) através do seu site, vai lançar em abril o novo CD pelo selo Trama Virtual. “A gente já tinha a ideia de liberar o álbum em MP3 pelo site, mas aí a Trama propôs o conceito do álbum virtual e nós aceitamos”, comenta Esdras Nogueira, saxofonista do Móveis. O selo da Trama já lançou da mesma forma nomes como Cansei de Ser Sexy e Tom Zé. Os brasilienses confiam que este é o melhor método para lançar as músicas do novo álbum C_mpl_te. Mesmo produzindo cópias em CD do álbum logo após o lançamento do álbum pela rede no próximo mês de abril, a banda investe na ousadia: “Queremos é que todos os fãs copiem, deem de presente, distribuam as nossas músicas para download”, afirma o saxofonista. Para eles não importa se no iPod, YouTube ou CD Player: querem é que o som seja conhecido.
VENDAS CRESCEM
A rede social MySpace (www.myspace. com) tornou-se referência mundial para que bandas independentes divulgassem seus trabalhos. Nela artistas podem incluir gratuitamente suas músicas para que usuários escutem e até façam download. Foi assim que bandas paraibanas como Os Reis da Cocada Preta foram reconhecidas antes mesmo do primeiro show. Nomes como Cabruêra e Star 61 estão lá e sempre divulgam suas novidades para os fãs. Para as distribuidoras, o mercado pode estar difícil, mas quem tem investido na venda digital tem futuro promissor. Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Discos, a venda de CDs e DVDs caiu 31,2% desde 2002, em paralelo ao crescimento de 185% das vendas pela internet e telefonia móvel entre 2006 e 2007. Resta saber se a inovação vencerá a maré descontente das gravadoras.
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*Texto no Jornal da Paraiba, de 27 de fevereiro 2009

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Música Urbana - 10 Anos.
Vídeo Doc 2008
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Foto: Patativa
Textos: (1) Jesuíno Oliveira, (2) André Cananéa
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Em 2008 a loja de discos Música Urbana comemorou dez anos de existência. Fruto do trabalho incessante, paciente e perseverante do seu dono, Robério, tornou-se um espaço cultural alternativo dentro da aridez desses tipos de espaços na capital paraibana. É nela que voce encontra seu som preferido, novidades e raridades, seja em disco, video ou livros. E ainda há o apoio para as bandas de rock e pop - local e de outros cantos do país -, que desfilam seus sons no pátio em frente a loja. De quebra ainda encontra os amigos para trocar uma idéia e tomar uma cerveja gelada. Juntando todos os argumentos, é o local de bom astral...
Idealizado e realizado ao longo dos anos 2007 e 2008, o video em DVD traz uma singela mostra - com a cara de homenagem - desse espaço que tantos apreciam e pela simpatia do seu dono. Apesar da configuração amadora em sua feitura, serve como registro da tão desprezada memória das nossas vidas, que displicentemte não preservamos.
A Música Urbana é patrimonio dos alternativos e patrimonio da cidade! Agora podemos assistir via Youtube nos endereços abaixo ou então encomendar uma cópia em dvd na própria loja.
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Música Urbana - 10 Anos
Namastê!
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Trajetória da Música Urbana ganha 'doc'
Jornal da Paraiba, 05 de fevereiro de 2009
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Mais do que uma loja de discos usados, a Música Urbana, no Centro de João Pessoa, tornou-se um atualizado point de notícias e referências sobre musica pop, MPB, rock, blues, jazz e a cena independente brasileira. Frequentado por músicos, colecionadores e jornalistas, o lugar acaba de ganhar um documentário de 16 minutos que registram os dez anos de importância cultural do lugar.
Dirigido, produzido e gravado pelo incentivador da cena musical independente da Capital, Jesuíno André de Oliveira, o vídeo foi lançado direto no Youtube, em duas partes. Pode ser acessado a partir do endereço http://www.youtube.com/watch?v=QmciCRszzko.
No documentário, frequentadores do lugar, músicos como Ilsom Barros (Zefirina Bomba) e Ramsés Nunes (Rotten Flies) e produtores falam do papel que a Música Urbana desempenha na cena local. O vídeo também traz imagens de apresentações de bandas locais feitas na porta da Música Urbana, poket shows que se tornaram comuns nas tardes de sábado. O documentário também traz entrevistas com o proprietário do lugar, Robério Rodrigues, um fã de música pop que largou o emprego de contabilidade e abriu a pequena loja. A história de Robério e da Música Urbana é bem parecida com o livro Alta Fidelidade, escrito pelo inglês Nick Hornby, adaptado para as telas pelo diretor Stephen Frears em 2001.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

YO LA TENGO para download

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YO LA TENGO é a banda indie por excelência. Abaixo segue uma lista de tudo o que a banda já produziu e que pode ser encontrado na internet... O material disposto aí é feito com a intenção de divulgar essa banda pouco conhecida no Brasil, e uma das referências maiores da Madalena Moog. Bom proveito!! (P.)
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Album Dicography:
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04 - May I Sing With Me [1992] (part1/part2)
08 - And Then Nothing Turned Itself Inside-Out [2000] (part1/part2)
09 - The Sounds of the Sounds of Science [2002] (part1/part2)
11 - Yo La Tengo Is Murdering the Classics [2006] (part1/part2)
13 - They Shoot, We Score [2008] (part1/part2)
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EPs:.

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Splits / Collaboration:.
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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Blogs de MP3 para download

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As minas de ouro do MP3

http://freak-to-rock-you.blogspot.com/ - Só com discos de bandas nacionais independentes. Discografia da Eddie completa + Violins (completa) + Hartmold (completa), etc...
http://demospradownload.blogspot.com/2009/04/pinheads-discografia.html - Com a discografia da Pinheads COMPLETA, e otras cositas mas.
http://www.sombarato.org - Pra quem pensava que os caras da SOM BARATO iam ficar quietos... Recomendo 100%
http://lazerguidedmelodies.blogspot.com/ - Um monte de bandas levinhas, e outras nem tanto.
http://murdermille.blogspot.com/search?q=pram - Com a discografia completa da banda Pram.

domingo, 19 de outubro de 2008

Belle & Sebastian
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Sebastian conheceu Isabelle na saída da estação de metrô de Hillhead, em Glasgow. Belle atormentou Sebastian, mas foi bom pra ele que ela tenha feito isso. Ela era muito legal e divertida, e cantava de um jeito doce. Sebastian, entretanto, não sabia disso. Sebastian era melancólico.
Ele tinha colocado um aviso no supermercado local. Estava procurando por músicos. Belle o viu fazendo isso. Por isso quis conhecê-lo. Ela foi andando direto até ele, silênciosa, e disse: Hey, você! - e perguntou se ele a ensinaria a tocar guitarra. Sebastian duvidou que pudesse ensinar algo a ela, mas ele admirou sua energia e disse '' sim!'' Foi estranho. Sebastian tinha dicidido ser um one-man-band. É quando você menos espera que algo acontece. Sebastian tinha feito amizade com uma raposa, porque ele esperava não ter nenhum novo amigo por um bom tempo. Ainda amava a raposa, mas agora tinha uma nova distração: de repente ele estava escrevendo várias novas canções. Sebastian escreveu suas melhores canções em 1995. De fato, a maioria de sua canções tem a palavra mil novecentos e noventa e cinco (nineteen ninety five) nelas. Isso o preocupou um pouco. O que aconteceria em 1996?
Eles faziam as canções na casa de Belle. Ela vivia com os pais e eles eram ricos o bastante pra ter um piano. Ele ficava numa sala só pra ele, nos fundos da casa, depois do jardim. Alí foi onde Belle pediu para Sebastian fingir. Se a mãe de Belle soubesse disso ela não ficaria feliz. Ela estava pagando por lições de guitarra. As ''lições'' deram à vida de Sebastian alguma estrutura. Ele até foi à barbearia cortar o cabelo!
Belle e Sebastian não estavam namorando. Às vezes eles andavam de mãos dadas, mas isso era apenas uma mostra de solidariedade pública. Sebastian achava que Belle '''jogava no outro time''. Sebastian estava errado, mas ele nunca conseguia ver nada além de sua próxima balada triste. Belle tinha um bom gosto musical, e isso era ótimo! Ela era o queijo que faltava no seu macarrão. Belle e Sebastian não ligavam muito para bens materiais. Mas nem Belle nem Sebastian precisavam se preocupar sobre "de onde viria a próxima refeição". A canção mais recente de Belle se chama Rag day. A de Sebastian é The fox in the snow.
Eles uma vez ficaram em seu café favorito por três dias inteiros, para recrutar uma banda. Você já viu The magnificent seven? Foi como aquilo, só que mais tediante. Eles ganharam muito peso e fizeram um monte de garçonetes como inimigas.
Belle está se saindo bem no colégio. E ela nem presta muita atenção nas aulas! Sebastian é mais velho do que parece. É mais estanho do que parece também. Mas ele tem um bom coração. E ele sempre cuida de Belle, mesmo que ela não precise disso. Se ele não fizesse música, seria motorista de ônibus ou desempregado. Provavelmente desempregado. Belle poderia fazer qualquer coisa. Boa aparência sempre abre muitas portas para uma garota.
Este é o primeiro álbum de Belle & Sebastian. Eles o chamaram de:



Tigermilk (1996)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Ponto de encontro de
quem gosta de disco
Música Urbana faz 10 anos
Por André Cananéa
De saco cheio do trabalho burocrático em uma empresa de seguranças de João Pessoa, um fã dos Smiths, R.E.M. e Echo & The Bunnyman pediu demissão e abriu uma pequena loja de CDs usados, no Centro da cidade. Isso foi há dez anos. De lá pra cá, a Música Urbana pode não ter dado uma fortuna em dinheiro para Robério Rodrigues, mas o lugar se tornou um ponto de encontro para quem gosta de música e a melhor opção (senão, a única) para os cada vez mais raros colecionadores de CDs e LPs.
Sobreviver dez anos da venda de discos, em João Pessoa, numa época de pirataria como esta, é um feito notável. Por isso, músicos e freqüentadores do lugar resolveram fazer uma festinha, aberta a todo mundo. Começa às 14h, com shows das bandas Madalena Moog, Sem Horas, Nublado, Gauche e The Great Boys, uma boa leva da cena roqueira local. O ponto alto é o lançamento do vídeo Música Urbana – 10 Anos.
Feito pelo produtor e fanzineiro Jesuíno André, o vídeo de aproximadamente 15 minutos traz depoimentos do dono da casa, contando como abriu a loja e o que aconteceu nesses dez anos, e de habitués, como os músicos Ramssés e Beto (Rotten Flies), Flaviano (Star 61, ex-funcionário da loja), Ilson (Zefirina Bomba) e até visitantes interestaduais, como Alexandre Alves (The Automatics), de Natal (RN). O vídeo vai estar disponível na própria loja, em DVD. Mas Jesuíno espera, nos próximos dias, disponibilizá-lo, também, no Youtube.
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ALTA FIDELIDADEA Música Urbana acabou se tornando nossa Championship Vinyl, a loja onde se desenrola Alta Fidelidade, livro que consagrou o britânico Nick Hornby e acabou ganhando uma ótima adaptação para as telas. "Eu só vim conhecer o livro anos depois que abri a Música Urbana. Me identifiquei bastante com a loja, mas não com o cara. Minha vida conjugal é muito bem resolvida", comentou Robério, um sujeito tímido e antenado que, dez anos depois, reflete que ter aberto a loja o levou a conhecer muita gente e aprender muito mais sobre música pop.Do ponto de vista mercadológico, os melhores anos para a Música Urbana foram 2002 e 2003, contabiliza Robério. Hoje, ele tem que diversificar para não fechar, embora possua um grande acervo de 1.500 CDs e aproximadamente mil vinis, vendidos a preço de banana. "Fui colocando camisas, instrumentos, livros e até um serviço de bar", conta Robério. "Afinal, as pessoas vêm aqui e, embora não comprem discos, acabam, pelo menos, tomando uma cerveja".
Nos finais da manhã de sábado, entrando pela tarde, o lugar fica lotado. São fãs de rock e música pop que sabem que além de discos, vão encontrar pessoas e trocar informações tanto sobre os clássicos do rock, quanto as novidades do gênero. "A Música Urbana transcendeu o mera toma-lá-dá-cá de uma loja de discos comum. Se tornou um espaço de cultura da nossa cidade por onde passam pessoas antenadas e circula muita informação", atesta Jesuíno.

Fonte: Jornal da Paraiba, 19 de julho de 2008