quinta-feira, 19 de agosto de 2010

No Ar Coquetel Molotov 2010




A produção do No Ar Coquetel Molotov divulgou na manhã desta quinta (19), em coletiva de imprensa, a programação da 7º edição do festival. O evento volta ao Centro de Convenções da UFPE, nos dias 24 e 25 de setembro. Na lista, nomes como Otto, Wassab, Do Amor, Zé Cafofinho e Suas Correntes, Dinosaur Jr e A Banda de Joseph Tourton. A programação conta ainda com shows no Pátio de São Pedro, em parceria com o projeto Pátio Sonoro, e traz atrações como Guizado, Semente de Vulcão, D.Mingus, The Baggios e Apanhador Só.
O Coquetel Molotov realiza também oficinas no Nascedouro de Peixinhos e no Memorial Chico Science, além da Mostra Play The Movie, no Cine-teatro Apolo. O festival apresenta ainda, no dia 18 de setembro, o show do paulista Rômulo Fróes, no Santander cultural.
Os ingressos estarão à venda a partir da semana que vem, no DeltaExpresso (Shoppings Recife, Plaza Casa Forte, Tacaruna e no Recife Antigo); R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (estudante). Confira a programação completa:

De 03 a 23 de setembro: Atividades culturais descentralizadas
COQUETEL NO PÁTIO – SHOWS
SEX – 03/09 – 21h
Team.Radio (PE) e Labirinto (SP)
SEX – 10/09 – 21h
Sweet Fanny Adams (PE) e Apanhador Só (RS)
SEX – 17/09 – 21h
D.Mingus (PE), Debate (SP) e The Baggios (SE)
QUI – 23/09 – 21h
Semente de Vulcão (PE), FireFriend (SP) e Guizado (SP)
SANTANDER CULTURAL – SHOW
SAB – 18/09 – 17h
Rômulo Fróes (SP)
CTCD / NASCEDOURO DE PEIXINHOS – OFICINAS

SEG – 13/09 – 09h
ECONOMIA SOLIDÁRIA – Trabalhando em conjunto
TER – 14/09 – 09h
MODA – Aprendendo a customizar e criar acessórios
QUA – 15/09 – 09h
DESIGN – Cartazes criativos e divulgações melhores
QUI – 16/09 – 09h
HOME STUDIO – Edição de som em software livre
MEMORIAL CHICO SCIENCE – OFICINAS
SEG – 20/09 – 14h
TRANSMISSÕES ONLINE: Como realizar webcasts ao vivo
TER – 21/09 – 14h
REMIXANDO – Criando novas músicas com loops e beats
QUA – 22/09 – 14h
TECNOMELODY: Das aparelhagens aos batidões
QUI – 23/09 – 10h
MURAIS URBANOS: Técnica de criação
QUI – 23/09 – 14h
ANATOMIA DE UM SOUND SYSTEM – Improvisação com rimas, sons e delays

MOSTRA PLAY THE MOVIE
SEG – 20/09 – 17h
Freestyle: Uma forma de vida (2008) – 45 min – Dir: Pedro Gomes
Dub Echoes (2008) – 80 min – Dir: Bruno Natal
Cine-concerto: Adis Abbeba Dub (PE)
TER – 21/09 – 17h
Do Morro? (2010) – 20 min – Dir: Mykaela Plotkin e Rafael Montenegro
Moleques Maravilhosos (2010) – 30 min – Dir: Cristiano Bastos e Pedro Hahn
Cine-concerto: Anjo Gabriel (PE)
QUA – 22/09 – 18h
O Rei da Munganga (2008) – 70 min – Dir: Carolina Paiva
Cantoras do Rádio (2009) – 81 min – Dir: Cristiano Xavier de Oliveira
Brega S/A (2009) – 60 min – Dir: Vladimir Cunha
DJ Set: Patrick Tor4
QUI – 23/09 – 18h
Profissão Roadie (2010) – 50 min – Dir: Gabriel Câmara e Gilmar R. Silva
Bitols (2010) – 75 min – Dir: André Arieta

DEBATES (AESO)
QUA – 22/09 – 10h
ONDAS DE RÁDIO PARA TODOS: QUEM TEM VOZ NOS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO PÚBLICOS?
Patrick Tor4 (ARPUB) / Alexandre Ramos (TVU)
QUI – 23/09 – 10h
DEMOCRACIA DE LINKS: COMO IDENTIFICAR NOVOS E PROMISSORES TALENTOS NA INTERNET?
Tiago Agostini (Scream&Yell) / Mateus Potumati (+Soma) / Alex Antunes (Na Agulha)

24 e 25 de setembro: Centro de Convenções da UFPE
DEBATES (UFPE)
SEX – 24/09 – 15h
PCULT: MOBILIZAÇÃO POLÍTICA EM TORNO DE AÇÕES CULTURAIS
Pablo Capilé (Fora do Eixo) / Gilberto Monte (FUNCEB) / Rafael Cortes (Fundarpe)
SAB – 25/09 – 15h
MECENATO CULTURAL: O PAPEL DA INICIATIVA PRIVADA NO FOMENTO À CULTURA MUSICAL
Red Bull / Trident / Renato L (Prefeitura do Recife)

LANÇAMENTOS DE LIVROS
18h (Intervalo entre os shows da Sala Cine UFPE)
SEX – 24/09 – Música Ltda. (Leo Salazar)
SAB – 25/09 – Devotos: 20 Anos (Hugo Montarroyos)
SHOWS
SEXTA (24/09)
Sala Cine UFPE – A partir das 17h
Voyeur (PE)
Massarock (SP)
Taxi Taxi!
(Suécia)
Bemba Trio (BA)


SEXTA (24/09)
Teatro da UFPE – A partir das 21h
Zé Cafofinho e suas Correntes (PE)
SoKo (França)
Otto (PE)
SÁBADO (25/09)
Sala Cine UFPE – A partir das 17h
Wassab (PE)
Ubella Preta (PB)
Anna Von Hausswoff (Suécia)
Do Amor (RJ)
SÁBADO (25/09)
Teatro da UFPE – A partir das 21h
A Banda de Joseph Tourton (PE)
Taken by Trees (Suécia)
Emicida (SP)
Dinosaur Jr. (EUA
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Fonte:

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Feira da Música | Fortaleza: 18 a 21/08



Foco na cena independente

Em meio a uma cena autoral sufocada pelas bandas cover, a Feira da Música de Fortaleza vem para tentar oxigenar a cidade com palestras, oficinas, rodada de negócios, estandes e, claro, shows. O festival começa amanhã, 18, e vai até sábado, no Centro Dragão do Mar e seu entorno

Alinne Rodriques - Colunista 17/08/2010 01:30

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Há três anos, a cadeia produtiva de música em Fortaleza levou seu primeiro baque. O rock perdeu o Noise 3D Club e o Hey Ho Rock Bar. Ganhou o Mocó Studio, que hoje fica mais fechado do que aberto; o Acervo Imaginário, que, é mais recente, apenas dança conforme a música - e ela é cover. Para os outros estilos, a dificuldade de se conseguir um palco é a mesma.


Há nove anos, agosto é sinônimo de Feira da Música. O formato cresce, renova-se, e o festival acontece, mesmo com a cena autoral passando por uma seca das bravas. Este ano, 50 atrações compõem a programação, sendo 14 nomes locais. Embora tenha-se a sensação de encolhimento na produção cearense, o evento bateu o recorde de inscrições: 297 da Capital, em uma seletiva feita através da III Mostra Petrúcio Maia, da Secultfor, e 544 do interior, demais estados brasileiros e de países da América Latina. “Avalio esse recorde como um aumento da produção dos independentes. Com os novos meios de informação, as bandas têm mais facilidade de circular, de se mostrar. No caso da Feira, a gente consegue divulgar as inscrições pro Brasil inteiro. Temos uma boa amostragem do que está sendo produzido no Brasil”, comenta o produtor Ivan Ferraro.

O que acontece por aqui é um fenômeno às avessas. A Feira da Música é um festival filiado à Associação Brasileira dos Festivais Independentes (Abrafin), tem uma boa imagem fora do Ceará, mas não consegue um diálogo sem ruídos com a própria cena. “A Feira da Música é o Encontro Internacional da Música, a feira de negócios e a mostra de música”, define Ivan. O formato atrai, todos os anos, gente do País inteiro, como Fabrício Nobre, produtor dos festivais goianos Bananada e Goiânia Noise: “Acho a Feira sensacional, um dos principais eventos do Brasil. É um grande encontro de agentes, produtores e bandas. Vai muita gente interessante, e a cidade é genial”, elogia.


Ao mesmo tempo, compositores como Alan Mendonça, um dos fundadores do Instituto Ceará Autoral Criativo, acham o evento equivocado: “Existe um foco em artistas grandes, projetos nacionais e dinheiro inserido nisso, e a cena local é convidada a participar sem cachê. Existe uma ilusão de vitrine. Sem cachê, o músico se sente inferior em relação aos de fora, então as políticas deveriam apostar no encontro dos artistas, em um nível de igualdade, do encontro humano, de poder bater papo”, opina.


Impressões à parte, a Feira da Música vem trabalhando para ser palco justamente para esse tipo de interação que Alan busca. “A Feira faz até demais nesse nosso ambiente árido: faz com que a produção independente local viaje o País sem sair de sua própria cidade. Afinal, que outro festival local traz uma parte significativa do melhor do jornalismo musical do País pra conferir o que temos de bom aqui?”, diz o músico Airton S., da banda Plastique Noir.


Este ano, o caráter do encontro deve ser intensificado: ele sai do Centro de Eventos do Sebrae e vai para o Centro Dragão do Mar. “O modelo tradicional foi desenvolvido pela indústria para vários produtos, mas a cultura e a música precisam de outro modelo, o mercado é diferente. É tradição se fazer negócios à noite, em bares, ouvindo música, tomando uma cerveja e fechando o contrato com o artista. Estar no Dragão do Mar, com uma vida noturna ao redor que propicia à negociação de música, vai ser mais positivo”, explica Ferraro.


Se a Feira da Música dá aos cearenses o que eles querem, por que eles ainda não sabem disso? Airton e Alan, de opiniões contrárias sobre o festival, dão a mesma resposta. “As bandas, os artistas também são público. Elas deveriam tomar parte do festival, já que os shows são só a ponta do iceberg e a circulação/acesso entre os palcos, palestras e estandes é livre”, diz o primeiro. “Todo mundo fala da criação de público, mas a própria classe artística não é público”, confirma Alan.


Ferraro é taxativo quanto à apropriação da Feira pela cena local: “Não falta nada para a cena acontecer. A faca e o queijo estão postos. O que precisa é trabalho. Uma banda não consegue circular e fazer a carreira porque acha que a música dele é a melhor do mundo. Não se trata de criar grandes estrelas. Temos um perfil diferente: nossos astros pequenos reunidos já iluminam o nosso céu sem a necessidade de grandes estrelas”.

EMAIS

Até ano passado, o Sebrae era sede dos estandes de produtos e eventos relacionados à música, além de oficinas e rodada de negócios. Este ano, os encontros acontecem no Auditório do Dragão do Mar e no Sesc Senac Iracema. Os estandes vão estar espalhados, ocupando da Praça Verde ao estacionamento por trás da biblioteca.

Os shows acontecem em três espaços diferentes, sempre a partir das 19 horas: na Praça Verde, o palco Brasil Independente aposta na diversidade da música brasileira; no espaço Rogaciano Leite, o palco Passarela é voltado para a música instrumental; o rock fica no Sesc Senac Iracema.

A rodada de negócios é o lugar para fazer contatos com produtores de eventos, festivais, selos e empresas que trabalham na publicação e prensagem de discos, na produção de videoclipes e tudo que se relaciona com a cadeia.

O Itaú Cultural participa da Feira da Música de Fortaleza na quinta e na sexta-feira, 19 e 20, exibindo dois documentários que tratam a música como forma de amenizar conflitos culturais e sociais: o iraniano Não é uma Ilusão, sobre a dificuldade que as mulheres têm de cantar publicamente no Irã, e o israelense Conhecimento é só o Início, sobre uma orquestra formada por jovens judeus israelenses e árabes.

SERVIÇO

IX Feira da Música de Fortaleza (CE) - De amanhã, 18, a sábado, 21, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Praia de Iracema) e entorno. A Feira tem visitação diária a partir das 15h, com shows a partir das 19h. Grátis. Outras informações: (85) 3262 5011.

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Fonte: O Povo Online

http://opovo.uol.com.br/app/o-povo/vida-e-arte/2010/08/17/internaimpressavidaearte,2031243/foco-na-cena-independente.shtml




sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Madalena Moog – Júpiter e seus satélites (EP 2006)


Quando veio morar em Porto Alegre, no primeiro semestre de 2006, ele “veio de mala e cuia”, como dizem lá pelas bandas de João Pessoa, que foi de onde ele veio, meu amigo Patativa. Aqui, na PUC, nós nos encontramos e, ali pelo café do Prédio 5 ou do 50, em dias bem frios, falávamos sobre arte, cultura, música, etc.



E foi numa dessas conversas que ele me falou da saudade que tinha de tocar sua guitarra, que não trouxera consigo. Nas mudanças, nós sempre deixamos algo para trás, alguma coisa que não podemos levar. Foi aí que eu decidi lhe apresentar um amigo meu, Tiegue, guitarrista que, depois, tornou-se amigo do Patativa, e encabeçou a nova formação da Madalena aqui em PoA, acrescentando o “Moog”, em homenagem ao Viana Moog e, principalmente, ao Robert Moog, que foi quem criou lá pelos anos 60 o sintetizador analógico que leva o seu nome. A idéia, segundo soube, era remeter o som da banda às referências retrôs tão marcantes aqui, e mesmo que não viessem usar o tal instrumento em futuros shows. Sim, porque logo depois desses primeiros encontros e papos animados, começaram a programar ensaios e mil idéias que não vingariam. Certo mesmo é que Patativa se animou ao ponto de mandar buscar a sua guitarra (uma Cort Mirage 500) em João Pessoa, e também seus pedais. Certo também é que, além de um único show que fizeram por aqui, ali no Kant (bar e filosofia de bar), na Cel. Neves, 150, Medianeira, a Madalena Moog também gravou, na casa de Tiegue, que era onde também ficava o estúdio, três músicas que eu adoro, e que até hoje me pego cantando pela casa em dias coloridos assim, como o de hoje.


Madalena Moog. Kant: bar e filosofia de bar. Medianeira. Porto Alegre, 30/04/2006.


Não sei mais repetir a origem das músicas – um dia eu já soube. E quando ouço “Inés”, não lembro de bandas referentes. Isso é bom? Quando escuto “Carrossel”, é com uma tristeza feliz que escuto. O som do órgão, aí, dá um peso bem grave a tudo, inclusive ao poeminha que se mostra tão leve, narrando cenas de um dia de verão/outono... e faz aumentar a sensação de fim de dia, e de uma solidão acompanhada de lembranças mudas. Gosto de “Carrossel”, e o nome me soa onomatopéico. De “Júpiter e seus satélites” nada sei dizer, pois essa, até onde eu soube, foi gravada em João Pessoa, também em casa. Ia cometendo uma injustiça horrível: a formação da banda, aqui (que durou menos de um ano), também contou com: Alet Castro (baixo), Juliano Rodrigues (bateria) e Louise Frasca e Jaqueline Tomasini, que davam uma força nos backing-vocals. Enfim... O que restou desse tempo bom foi um verso que eu corto de “Inés”, pra reclamar que “Patativa nunca liga, nem manda e-mail”. Que pessoa mais ingrata!

Tatiana P. Rohden

Ficha:

Júpiter e seus satélites foi gravado em setembroutubro de 2006, em casa (de Tigue V. Rodrigues). Patativa tocou guitarra e teclado e cantou em todas as músicas, e fez as programações de bateria em “Júpiter e seus satélites”. Tiegue tocou guitarra-solo em “Inés”, em “Carrossel”, nas quais também gravou os sintetizadores e fez as programações. Em “Júpiter e seus satélites” Edy Gonzaga gravou o baixo, depois. As músicas não tinham finalidade comercial, e por isso não receberam tratamento adequado. Esse EP é para Tatiana (Tatchiiii...), que fez o release e exigiu mostrá-lo aos nossos amigos.

DOWNLOAD: http://www.jamendo.com/br/album/73008

sábado, 31 de julho de 2010

Dias atrás, na Lista PB Rock, feita por artistas, produtores e interessados residentes em João Pessoa, ou não, o amigo @jesuinoandre (músico, produtor, jornalista, entusiasta e cachaceiro nos sábados e demais dias possíveis) enviou uma matéria belíssima que foi publicada no blog Meio Desligado (http://www.meiodesligado.com/), matéria que, antes, como diz o seu autor, havia sido publicada no site Overmundo. Adorei o texto, por parecer tanto com aquilo que diz o grande poeta baiano, Castro Alves ("A praça é do povo, como do céu é o condor..."), e por esse poder lindo que o povo tem de, como dizia Hegel, conduzir o Espírito do mundo à sua realização efetiva, à sua totalidade. Em João Pessoa, com tantas iniciativas que temos presenciado no Varadouro, no Centro Histórico (a exemplo do que tem feito o Coletivo Mundo [@EspaçoMundo] e, agora, somando forças, o Coletivo Sanhauá [@ColetivoSanhaua]), temos visto um pouco disso também; quiçá venha mais, muito mais. Enfim, segue abaixo a matéria na íntegra, e agradeço aos autores por poder republicá-la aqui.

A RETOMADA DAS RUAS


Publiquei esse texto no Overmundo e só me lembrei de coloca-lo aqui quando o vi como destaque principal na newsletter do site (ao lado).
Segue abaixo o texto completo, com mais fotos e links do que o publicado no Overmundo.


O ponto em ebulição na cena cultural de Belo Horizonte na atualidade não é nenhuma boate, casa de show ou galeria, mas sim uma velha conhecida de todos: a rua. Quem frequenta ou vive na capital mineira percebeu que nos últimos tempos o espaço urbano está um pouco diferente, com praças se transformando em praias e rotatórias dando lugar a palcos efêmeros para shows.
Mais do que o resultado pela busca de diversão, essa movimentação reflete um posicionamento ativista de parte da população, buscando utilizar de forma democrática e gratuita um espaço que, afinal, é de todos. Problemas nas negociações com casas de shows tradicionais e a falta de apoio do poder público foram alguns dos principais estímulos para que diferentes grupos de pessoas tomassem as ruas para manifestações artísticas, carregadas com um viés político ou não.

Um marco recente no que diz respeito ao uso de espaço público para fins culturais se deu em dezembro de 2009, quando a Prefeitura da cidade proibiu a realização de eventos na Praça da Estação, localizada no centro de BH. Poucas semanas depois, organizando-se através de emails, mensagens no Twitter, Facebook e no bom e velho boca-a-boca, dezenas de pessoas se juntaram em uma manhã de sábado para dar origem à Praia da Estação (em referência à agua das fontes presentes na praça e o calor do verão): em trajes de banho, e mesmo sem as fontes (que não foram ligadas no dia), os manifestantes (se é que este seria o termo para descrevê-los) conseguiram até mesmo um caminhão-pipa para refrescar (e animar) a festa/protesto. A Praia da Estação seguiu acontecendo nos sábados seguintes durante cerca de cinco meses, resultando na revisão do decreto por parte da Prefeitura, que agora irá cobrar R$ 9.600 pela utilização da praça durante um ou dois dias. Vale lembrar que atual administração de BH, do prefeito Márcio Lacerda (PSB), também foi fortemente criticada ao anunciar o cancelamento do FIT – Festival Internacional de Teatro, cuja programação inclui várias ações na rua. Nesse caso, a Prefeitura também reviu a decisão e, posteriormente, divulgou que o festival será realizado.

Casos semelhantes, apesar de não tão emblemáticos quanto o da Praia da Estação, se repetem por Belo Horizonte: o coletivo de músicos e artistas gráficos Azucrina realiza há três anos shows temáticos em rotatórias da cidade – eventos efêmeros que duram até a chegada da polícia; o RoodBoss Soundsystem promove festas com ritmos jamaicanos pelas praças da capital; o coletivo Iml, munido de celulares, gerador e caixas de som, cria ações temporárias sem divulgação prévia em esquinas, praças, pontos de ônibus...
Com ou sem o apoio do poder público (principalmente sem), essas ações têm o potencial de fazer a população se relacionar de forma diferente com os locais com convivem diariamente. Realizado nas noites de sexta-feira desde 2007, o Duelo de MCs é exemplo disso. Inicialmente promovido na (famosa) Praça da Estação e posteriormente transferido para debaixo do Viaduto Santa Teresa, também no hipercentro de BH, o evento se transformou em uma das principais atividades de revitalização da área. Se antes o local tinha entre os (poucos) pontos positivos a proximidade com a Serraria Souza Pinto (multi-espaço que sedia shows e eventos diversos), tendo entre os (muitos) pontos negativos a falta de segurança, o cheiro de urina e fezes nas escadas em direção ao viaduto, o Duelo fez com que um novo grupo de pessoas (oriundas de diferentes classes e regiões da cidade) passasse a frequentar a região e a utilizar o espaço para diferentes manifestações artísticas – de desfiles da Daspu e show de banda de ska da Letônia (sim, ska da Letônia!) até pique-nique vegetariano nas manhãs de domingo.


A transformação tem sido tão forte que até mesmo uma nova casa de shows, chamada Nelson Bordello (que ocupa um galpão que anteriormente era de uma igreja evangélica), abriu as portas recentemente nas proximidades do local de realização do Duelo de MCs, dando início ao que alguns já chamam de “a Lapa belorizontina”. Difícil prever o que será da região num futuro próximo, mas, entre as várias lições que podem ser tiradas dessa história, uma delas é a de que a construção do espaço urbano depende de nossas próprias ações.

Crédito das fotos: 1) primeira Praia da estação, autor desconhecido; 2) Praia da estação, autor desconhecido; 3) Rotatória Pirata Azucrina; 4) Show debaixo do viaduto Santa Teresa, autor desconhecido

sexta-feira, 23 de julho de 2010

PB ROCK SOCIAL CLUBE


Na foto: Patativa Moog, Renato Abreu, Jesuíno André


Para alguns afortunados a vida é uma celebração. "Poxa Jesuino, amo essa cidade e adoro estar com amigos conversando amenidades e me divertindo, como nesses momentos que nos reunimos", confessou o professor Antonio Patativa ao último encontro, no sábado passado.
A declaração resume definitivamente o preceito filosófico do boa convivência e do bem querer. Estar com os amigos para falar de nossas vidas - seja ela rock, drogas e sexo - faz parte do sentido da existência humana. Família já temos, dinheiro vai e vem. Poder e fama ficam para quem deseja.
Bom, o preâmbulo é para justificar os sacramentados encontros "sabáticos" dos amigos que - também - são filiados à lista PB Rock, desde seu começo. Assíduos na tarefa, eu, Renato Abreu e Patativa, mas com a presença eventual de Olga e Edy, que prestigiam quando podem.
O professor acha que devemos intitular essas "tertúlias" com a logomarca da PB Rock. O grupo existe desde 2006 (janeiro) e poucos se conhecem pessoalmente. Mais do que um registro, eis um motivo especial para os encontros, quem o assim desejar.
Por sinal temos até um roteiro que podemos chamar de ritual: sempre aos sábados batemos o ponto na loja Música Urbana, depois os trabalhos "cachacistas" nos lugares sagrados como a Cachaçaria Philipéia ou no Quiosque do Galego em frente ao Clube Cabo Branco.
As conversas são saudáveis e obviamente girando em torno da música. Na mais recente, saboreando uma Triunfo ofertada pelo professor, conversamos sobre os shows no Espaço Mundo, o retorno do Nailspop, a compra de uma baixo Fender e, creia, até sobre sexo!
O depoimento serve como um convite para todos. Lembrando apenas que a bebida e a comida são meros componentes dessas celebrações. E que de alguma forma queremos compartilhar com voces.
Em particular, invocaria Omar Khayyam, que disse "maior que a sabedoria da alma é a sabedoria do vinho", mas soaria egoísta, hermético e místico talvez, o que não vem ao caso. Então temos uma boa causa: a amizade.
Nos encontraremos na próxima!
Há-braços,


Espaço Mundo:

www.coletivomundo.com.br/

Nailspop:

www.youtube.com/user/Nailspop

Fender:

www.fender.com/products

Coletivo Sanhauá:

twitter.com/Coletivo_Sanhauá

Créditos: Texto de Jesuíno André, foto feita por Amaurí (Galego)




segunda-feira, 5 de julho de 2010

Quarta-Feira, no Coletivo Sanhauá (Varadouro)

FILMES em única exibição:
Casa de Cultura Cia. da Terra (Praça Antenor Navarro - Varadouro):

19:00 >> Projections:
Tintin Por Tintin ADB-PB/AF apresentam o documentário
Manu Chao Gira Mundo Tour
21:00 >> Les Oiseaux Messagers << Avec Chico Correa & KiMiNiKe
Vozes e músicas indígenas do Canadá com música electro-brasileira (Paroles et musique amérindiennes du Canada sur l’érotisme fusionnée avec musique éléctro-brésilienne)
Realização: Abd/Aliança Francesa / Coletivo Sanhauá / Escola de Teatro e Dança Fazendo Arte / Casa de Cultura Cia. da Terra.

domingo, 4 de julho de 2010

MADALENA MOOG no Música da Paraíba


Todos os nosso CDs e EPs foram disponibilizados, com releases, fichas técnicas e capinhas no blog Música da Paraíba. Faça download GRÁTIS, no link abaixo: