sexta-feira, 15 de maio de 2009

Os dois tipos de música*
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por Braúlio Tavares
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Muitas discussões sobre música popular e música erudita se encerram assim: “Essa divisão não faz sentido. O que existe mesmo é música boa e música ruim”. Tudo bem; mas falando em bom e ruim entramos num nevoeiro cerrado que faz empacar qualquer discussão mais séria. Quando tudo se resume a gostar ou não, ficamos desprovidos de um crivo externo de comparação. Precisamos de uma distinção que possa ser estabelecida “de fora”. Por isso sugiro uma: “Existem dois tipos de música: música para ouvir, e música para dançar”. Ou seja – podemos dizer que existe música para a mente, e música para o corpo. Existe música feita para ouvir e música feita para dançar, embora algumas músicas sirvam para as duas coisas, e muitas não sirvam para nenhuma. À primeira vista é um Muro de Berlim nítido e intransponível. Música para ouvir, por exemplo, é João Gilberto; música para dançar é Zé Calixto e seus 8 Baixos.
Numa temos o recolhimento intimista de quem, a sós, à meia-noite e à meia-luz, tilinta um uísque no copo quadrado, semicerra os olhos e se entrega aos desfrutes do tom, do som, do timbre, da textura, do entrecruzar das harmonias, do modo como voz, violão, melodia e letra se entretecem entre si. Na outra temos o resfolego frenético do instrumento, e as percussões sacudidas, segurando o ritmo implacável, daquele tipo que basta a gente ouvir para começar a balançar alguma coisa, seja lá o que for. Isto não impede, contudo, que a gente escute Zé Calixto (ou qualquer música-para-dançar, do rock ao reggae) para curtir a beleza musical do que está sendo feito. Nada impede que ao som de uma bossa-nova sofisticada o sujeito conduza a “cavaleira” ao salão e ali se entregue à nobre versão vertical da mais antiga das artes.
Alguém dirá: “Oi, e música clássica? Já se viu alguém dançar música clássica?” Bom, talvez ninguém dance John Cage ou o “Cravo Bem Temperado” de Bach; mas não esqueçamos as valsas de Strauss & Cia., que eram o filé da música dançante do seu tempo, assim como as músicas para balé clássico, que são compostas, sim, pensando em coreografia, pensando em passos a serem executados por corpos humanos. Será que os grandes balés de Tchaikovsky seriam ou não dançantes numa “balada” de hoje? Este é um detalhe circunstancial que não cancela o fato mais amplo de que aquela música foi feita para um tipo de dança, tão legítimo quanto qualquer outro. O jazz era freneticamente dançado nos anos 1920, 30, 40. Vemos nos documentários antigos uma orquestra tocando no palco e centenas de negros mandando ver no salão. Sofisticou-se, intelectualizou-se, mas a pulsação dançante ainda estala o dedo ao longo das semifusas. Algo parecido se defende hoje para o frevo. Muitos compositores e instrumentistas querem que o frevo não seja apenas um pretexto para “fazer o passo” no Carnaval, mas uma música que cresça em si própria e possa ser ouvida pela beleza de música que contém.
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Leonard Cohen**
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Num show recente em Londres, o poeta-compositor Leonard Cohen disse ao público: “Cantei aqui pela última vez há quinze anos. Naquele tempo eu era apenas um jovem, cheio de entusiasmo e ilusões”. A graça está no fato de que o último show de Cohen na Inglaterra foi feito quando ele tinha 60 anos, e hoje ele volta aos palcos com 75. Nada mau para quem já foi chamado “o poeta mais sisudo do rock”.
Durante os anos 1970, aquela década cheia de glamour e purpurinas e roupas psicodélicas e androginia e guitarras estridentes, as canções introspectivas e monótonas de Cohen eram absorvidas por uma minoria de gurmês para quem substância e sabor valiam mais do que pose e aparência.
Cohen é comparado a Bob Dylan, pela qualidade de suas letras, mas a atitude dos dois para com a música não poderia ser mais diferente. Dylan sempre foi um camaleão musical; experimentou todos os estilos, do country ao rock, do gospel ao blues, da valsa à balada. Há quem não o considere bom cantor (eu acho que foi um ótimo cantor em diferentes fases de sua carreira, e não o é mais), mas ele sempre teve uma abordagem de cantor ao interpretar as próprias músicas. Bem ou mal, o ato de cantar parecia mais importante para ele do que o ato de compor. Um dos melhores analistas de sua obra, Paul Williams, desenvolveu ao longo da série de livros “Bob Dylan, performing artist” a tese de que para Dylan a canção gravada em estúdio era apenas uma versão provisória para algo que só iria acontecer de verdade, e imprevisivelmente, quando ele subisse ao palco.
Cohen, que nunca foi um cantor com a mesma vitalidade e versatilidade de Dylan, é hoje aos 75 anos o mesmo cantor contido, meticuloso e incisivo que era há meio século. Seus discos saíram de forma irregular no Brasil, mas é possível ver no YouTube performances suas com trinta ou quarenta anos de intervalo, cantando a mesma canção, com a mesma articulação cuidadosa dos versos, reforçando pequenas sutilezas ou duplos sentidos ou ironias poéticas, das quais ele é um mestre completo. A voz está rouca, é claro, o rosto parece um pergaminho zen-budista, mas a suavidade no canto é a mesma. Ao contrário de Dylan, que parece recusar-se a repetir a mesma melodia em duas execuções da mesma canção, Cohen parece ter dedicado toda a vida a lapidar as mesmas notas, como João Gilberto.
Dylan é mais compositor, porque mais musical, mais flexível e mais eclético. As canções de Cohen são mais “quadradas” e “caretas”, para usar termos da época em que ele surgiu. Seguem o esquema de estrofes sucessivas com a mesma melodia e letra diferente, intercaladas às vezes por um refrão. Um esquema que Dylan usou mas que também explodiu em variantes incontáveis. Cohen é mais conservador nesse aspecto estrutural. Se ele tem uma canção de sete minutos, com um minuto e meio o ouvinte já sabe que vai ser aquilo até o fim, só que com versos diferentes. Quê que tem? Os versos dele estão entre os melhores do seu idioma no século 20.
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*Jornal da Paraiba, 12 de abril de 2009
** Jornal da Paraiba, 20 de maio de 2009

segunda-feira, 4 de maio de 2009

3ª Festa PB Rock - RELEASE
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Texto: Patativa
Na foto: meninas da Blue Sheep passando o som

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“Woodstock, Jesuíno”, eu dizia: “This is rock and roll”.
Me refiro à #3 Festa PB Rock, ocorrida na tarde chuvosa deste sábado (02/05). Houve atraso por causa do equipamento pra voz, que foi a parte mais melindrosa da coisa toda. A primeira banda da Festa foi a Blue Sheep, que começou mandando umas versões instrumentais, enquanto o microfone da voz era ajustado, tudo assim, na base do “faça você mesmo”. Daí as meninas disseram: “Vamos começar com uma música nossa, que se chama Where is the bus (?)”, e aí foi uma sonzeira só, mesclada entre autorais e covers, e assim foi até que... veio a chuva.

Chuva fraquinha, as meninas continuaram enquanto dava, enquanto a chuva não ficava tão forte. Dois arco-íris no céu. Béa apontando com o dedo, ninguém olhando... parece que preferiam o sorriso dela. O cubo Marshal do Alexandre, todo envolto em plástico permitiu a “aventura” por uns momentos, e os pedais dentro de sacos plásticos... O resto do equipamento tava bem seguro. Mas, enfim, como a chuva engrossava, chegou a hora em que eu precisei intervir, temendo por algum dano, etc. Interrompemos a apresentação da Blue Sheep quando elas já estavam próximas de concluir o show (faltavam apenas três; infelizmente, segundo Béa, “a melhor era a última, que estávamos guardando pro final”; uma pena; fica pro próximo), e, por isso e por causa do atraso, eu disse às meninas: “Se a chuva parar e a gente voltar aos shows, já a próxima banda, ok?” As meninas consentiram.
Como tinha um público muito grande – um dos maiores que já vi nessas festas da Lista –, cogitou-se a possibilidade de continuar a festa num lugar fechado, o povo indo pra lá, dali mesmo; as bandas fazendo um arrastão. Tava todo mundo instigado! Pensou-se também em alugar uma barraca, mas era tudo muito “na hora”. Eu disse: “É mais digno, caso continue chovendo, que a gente cancele as próximas apresentações”. Mas a chuva se foi. E o povo lá. Daí Jesuíno falou: “Parou; vamos continuar?”. A palavra mágica. E aí foi a vez de Sandro Garcia & Enigma Central Park entrarem em cena.
Rock inglês cantado em português com letras psicodélicas... e alguns caras bêbados dançando e fazendo coreografiazinhas... Pense numa farra. O repertório de Sandro foi pequeno, apenas oito músicas. Ele faz um passeio entre velhas canções do Momento 68, Continental Combo e umas três da nova safra, o álbum “Enigma Central Park: Demos Vol. 1 (Open Field Records)”. A guitarra 12 cordas, inebriante... quase dream pop, quase mod... Relativamente desconhecido de boa parte do público presente e com uma musicalidade bastante conceitual, Sandro despertou o lado investigador de alguns/algumas que chegavam pra mim e perguntavam: “Que banda é essa?” Muito bom! Só lamento que eles não tocaram “A tecnologia”, a minha preferida – até coloquei numa coletânea que fiz (http://www.4shared.com/dir/12480448/1d1ced1b/sharing.html).
Por fim, já escurecendo, a Madalena Moog apresentou suas armas. E eu que pensava que a chuva ia voltar, que o povo ia embora – alguns foram, é verdade –, qual nada! Foi lindo ver o povo lá, até o final. Uma menina chegou pra mim e disse que foi lá só pra ver a banda tocar, porque gostou do Blog e queria conhecê-la! Agradeci e desejei que ela gostasse, e até lhe dediquei uma canção... No final ela chegou com outra amiga e ficamos de nos adicionar nos Orkuts et cetera, para que elas ficassem cientes dos próximos shows. Nós tocamos um repertório quase que exclusivamente novo, com exceção de três músicas antigas, às quais ainda demos novas leituras. Enfim, não vou ficar aqui falando da minha banda – me sinto meio que “trazendo sardinhas pro meu espeto”. Mas é certo que, quando tocamos “No carnaval”, que é uma marchinha de despedida (“Já vou embora, meu bem, não fique triste / Saudade existe é pra gente voltar...”), o povo da frente começou a dançar uma ciranda... hehehe... me senti o próprio Escurinho.
E terminou assim, como tinha que ser: uma festa. No final, ninguém queria ir embora, e foi só desmontar as coisas que a chuva voltou a cair. Ficamos até mais tarde pelas lojas Música Urbana e Espaço HQ, conversando, bebendo, e outras coisas que fazem mal à saúde.
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AGRADECIMENTOS (em meu nome, em nome de Olga e Jesuino e em nome das bandas):
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Obrigado ao George Harrison, que emprestou o cubo pro baixo – nenhum dano foi causado a ele, e a chuva que caiu no início em nada lhe tocou; obrigado ao Thiago Sombra que também disponibilizou um cubo; obrigado ao Alexandre Alves e Henrique, que vieram com Sandro, acompanhando-o; obrigado ao Sandro Garcia, pela simpatia e paciência; obrigado às lojas Música Urbana e Espaço HQ, pelo espaço e parceria; obrigado aos amigos que foram (e esperaram debaixo da chuva), e aos desconhecidos que se tornaram amigos, ou passaram assim, como a chuva... Até a próxima!
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OUTRAS VOZES*...
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"Massa! Queria me desculpar por n ter ido discotecar, fiquei presa no bar, que tava absurdo de cheio e ficou impossivel sair. Quando finalmente consegui falar com Rieg, ele disse q tava chovendo e q tinha parado, aí achei q nem tva rolando mais.
Mas sabia q Olga estava lá e estava bem encaminhado!"

(Carol Morena, segunda-feira, 4 de maio de 2009 3:18:35)
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"Pois é Patativa, agradecimento especial ao George e ao Gustavo que na última hora emprestou um caixa e microfone para a voz. Muito bom o som das gurias do Blue Sheep, rock promissor. Ter uma lenda como o Sandro Garcia por aqui é sem comentários e o Madalena Moog fez um dos melhores que já vi, a sonoridade mais encorpada, bem pop. A única falta foi do pessoal da lista, mas creio que na próxima prestigiem...Segue algumas imagens. Chove chuva, chove sem parar..."
(Jesuíno, Mon, 4 May 2009 08:48:47 -0300)
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"Q bom q rolou, cheguei a achar q não em função da chuva. Não pude ir pq estava trabalhando em estúdio. Estou ainda mas curioso pra ver o Blue Sheep."
(Edy Gonzaga, segunda-feira, 4 de maio de 2009 9:08:15)
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"Você fez falta, Carol! Mas está desculpada :) com todo o atraso e tal, nem rolou a discotecagem,ficamos devendo para a próxima :) Blue Sheep - melhor do que o pessoal comentou aqui na lista. As meninas tem um ótimo potencial!Sandro Garcia com os Automaticos foi também inesperadamente bom - eu sabia que elestinham ensaiado pouco, etc... Madalena Moog também surpreendeu - uma das melhores apresentações que vi da banda. Não sei se foi pelo "sangue novo" ou se pelas músicas novas, ou a combinação dessas :) Adorei a música "A dança" :) Todo mundo de parabéns! Bjs"
(Olga Costa, segunda-feira, 4 de maio de 2009 13:03:18)
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* O texto (release) e os comentários (outras vozes) foram obtidos da Lista PB Rock

sexta-feira, 24 de abril de 2009

3ª FESTA PB ROCK*
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Texto: Patativa
Arte do flyer: Krysna

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Tragam o cachorro, o gato e as galinhas; é a 3ª Festa PB Rock! A lista de discussão PB Rock, pra quem é de Marte e redondezas, é um espaço virtual que reúne pessoas do meio artístico-cultural de João Pessoa, e até de fora do Estado! “Alô, alô, Mary Boop!” São músicos, desenhistas, blogueiros, zineiros, poetas loucos, compositores, jornalistas, produtores, et cetera e tal. Vez por outra, por iniciativa dos próprios participantes, é feita uma festa onde todos se reúnem para discutir ao vivo, botar o papo em dia, alinhar projetos e beber cerveja. Fora isso, há – já virou tradição – uma feira de troca e venda de produtos ligados ao meio pop, cultura independente, essas coisas. Vinis, livros, CDs, camisetas, bottons, pulseiras, quadros (Olga, que é que você vai levar dessa vez, hum?), pôsteres, revistas e mais et cetera e tal.
Pois bem, no próximo dia 02 de Maio, pra quem conseguir superar a ressaca dos shows do dia anterior (vai ter Cabruêra e Mombojó no Bar do Bosque) e pra quem quiser se antecipar às programações do segundo dia do Cineport, é só dar uma passadinha na Música Urbana, das 14:00 em diante. Lá, além da simpatia do nosso querido Robério e dos meninos da Espaço HQ – loja ao lado –, que estão apoiando o evento pela primeira vez, vai rolar shows com Sandro Garcia & Enigma Central Park. Sandro Garcia, pra quem não sabe, é o líder-vocalista da banda paulista Continental Combo (http://www.myspace.com/continentalcombo), ex Momento 68 (leia a história toda aqui: http://www.continentalcombo.com/historia.html). A banda de apoio de Sandro Garcia é nada menos que o pessoal que toca na The Automatics (http://www.myspace.com/theautomaticsnatal), de Natal-RN; dá pra tu? Fora isso tudo ainda tem as bandas locais Madalena Moog (http://www.myspace.com/madalenamoog8) tocando o novíssimo repertório da nova fase da banda, um luxo! E tem as meninas queridas da Blue Sheep (http://www.myspace.com/bluesheep), mandando ver no hard-blues. E se você pensa que é só isso, ahhh... tá muito enganado! Tem ainda a Carol Morena e a Olga Costa fazendo discotecagem e animando a festa! Enquanto rola tudo isso, você que é esperto aproveita pra trocar o CD da sua banda com gente de outras bandas que estarão por lá, ou pode comprar umas coisinhas legais que não aparecem por aí, a qualquer hora... Isso se você não tiver gastado todo o seu dinheiro com a cerveja geladíssima que o Robério vende no precinho... seu bebum.
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SERVIÇO:
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O QUÊ? #3 FESTA PB ROCK, com as bandas: Sandro Garcia & Enigma Central Park / Madalena Moog / Blue Sheep
ONDE? Música Urbana (próximo do antigo Cine Municipal)
QUANDO? 02 de Maio, das 14:00 em diante
QUANTO? Grátis
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QUE DIZEM POR AÍ SOBRE A #3 FESTA PB ROCK**
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"Vixe! Eu já disse e repito - João nunca mais será a mesma Pessoa! Tenho até medo!"
(Thérccia Brandão Cavalcanti)
"Sensacional Pato! Pô, Sandro, Patativa & Cia. Massa... e ainda vou poder conferir ao vivo o BLUE SHEEP. Muito do caralho. Nem te vi no mudo livre... foi massa."
(EdY Gonzaga)
"Das novas bandas locais o Blue Sheep é das minhas favoritas, gostei da iniciativa das garotas e achei a proposta e sonoridade da banda mais ousa dos que outros grupos locais formados por mulheres."
(Igor Emílio)
"The AUtomatics e Sandro Garcia vou ver aqui em Natal dia 1 de maio!!! Foda!! UHUUUU... Boa sorte no show ae doutores rockeiros!! Abraços"
(Rafaum)
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* Texto publicado na Lista PB Rock, 24/04/09
** Comentários colhidos da Lista PB Rock e do Fotolog da Madalena Moog

segunda-feira, 13 de abril de 2009

# ROCKZZ – NOTA DE AGRADECIMENTO*
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A produção do show # ROCKZZ, nas pessoas de Patativa e Marcos Thomaz, aliados ao Aumenta Que é Rock, agradece de coração o apoio e incentivo de todos os membros da Lista PB Rock, bem como àqueles que, embora não estejam na Lista, também apoiaram: indo, divulgando, incentivando. Tivemos medo do fracasso por causa do feriado e por outros motivos que não precisamos mencionar, mas – ainda bem – todos os receios se metamorfosearam em SUCESSO! Sim, sucesso absoluto, essa é a palavra que descreve o que foi a primeira (porque queremos fazer outra[s]) edição do show # Rockzz. Sucesso de público e de críticas. É certo que falhas houve, e agradecemos àqueles que, de boa fé – com críticas e sugestões –, souberam falar delas, com a intenção de construir junto conosco. Obrigado a esses também. Um obrigado especial ao Guia Cenário Cultural, que divulgou o evento – vocês são ótimos, e uma das melhores “coisas” que surgiu em nossa cidade. Obrigado aos jornais e jornalistas locais, que divulgaram o evento. Obrigado às bandas Cabruêra, Chico Correa & Electronic Band e Madalena Moog, que tocaram com vontade, com o coração, fazendo o povo dançar – vocês são nosso orgulho! Obrigado ao DJ Carlos Dowling, pela parceria nesse e noutros carnavais. Obrigado a Nildo, Eliseu, Emerson, Lidiane, Mirna e Camila, que trabalharam no bar e na bilheteria. Obrigado ao Arthur, da Intoca (lugar lindo!); obrigado ao Ronaldo, técnico de som. Obrigado a você que lê essa nota de agradecimento. Que venha a #2 Rockzz.
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Os produtores
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* Texto enviado pela produção do # Rockzz à Lista de discussão PB Rock (11/04/09)

quinta-feira, 19 de março de 2009

# ROCKZZ
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O show # ROCKZZ, na sua primeiríssima edição, leva ao palco da Intoca, no Centro Histórico de João Pessoa, duas das bandas autorais mais conhecidas e reconhecidas fora do Estado, Cabruêra e Chico Correa & Electronic Band. Enquanto a Cabruêra passeia livre pelo regional e pelas experimentações dançantes entre baião, rock, jazz, etc. - bem et cetera mesmo -, Chico Correa flerta com o jazz, o groove e outros ritmos que são presos à música regional. Vale a pena conferir. Na mesma noite sobe ao palco Madalena Moog, que grava novo álbum previsto ainda para este semestre, e que já tem título: "Universla Park". A banda, que sentou praça na cidade, mostrará o novo repertório, mesclando sambas, bossas e os "outros ritmos mais abrasileirados" que marcam o novo set e a nova fase da banda. Fechando a noite tem Dj Carlos Dowling. Dowling, que é um dos DJs da Volante Filipéia, trabalha com pesquisa musical e discotecagem com referências e preferências em lugares como o tropicalismo, o samba de raiz, a música africana dos anos 70, toda a música cubana, sambarock, pancadão e música de terreiro. Tudo num tacho só, misturado e cheio de colagens com gravações raras, vídeos, falas famosas e surtos sonoros espontâneos. # ROCKZZ é uma festa da música brasileira.
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SERVIÇO:
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# ROCKZZ
Com as bandas:
Cabruêra, Chico Correa & Electronic Band, Madalena Moog e DJ Dowling
Dia: 10 de abril
Local: Intoca (Largo de São Frei Pedro Gonçalves, Centro Histórico)
Horário: 22:00
Ingresso: R$ 5,00 (até 23:00h) e R$ 7,00.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

LPs novos voltam ao mercado e usados viram febre em lojas de JP
Texto: Ricardo Oliveira
Fonte: Jornal da Paraiba, 27 de janeiro de 2009
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MERCADO - Robério, da Música Urbana, mostra um LP raro de Tim Maia:
os vinis ainda não são a solução para a crise dos CDs
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Um ano depois do Radiohead lançar de forma revolucionária o seu álbum In Rainbows, um anúncio no Brasil parecia atestar o fim de um formato: a Poly Som, última fábrica brasileira de vinis, fechava suas portas. Outubro de 2008 foi o ano do obiturário dos LPs em nosso país, até que em janeiro deste ano a gravadora Deckdisc oficializou a compra da fábrica, anunciando lançar LPs, ainda em abril. A Sony/BMG também prometeu colocar no mercado novamente 30 títulos de artistas do seu acervo. O diferencial? Desta vez em CD e LP. Artistas como Lenine, Los Hermanos e Amy Whinehouse já lançaram cópias de seus trabalhos mais recentes em vinil e a tendência parece ser o retorno de um formato que é impossível de ser pirateado. Os seus fãs valorizam os timbres específicos alcançados na gravação de álbuns neste material. O mercado está pronto para a velha novidade?
NOVO PÚBLICO
Em João Pessoa não existem lojas que vendam os relançamentos em vinil junto aos acervos comuns de CDs, como a Livraria Cultura em Recife, a não ser por encomenda. Para os empresários Oliver de Sousa, da Oliver Discos, e Robério Rodrigues, da Música Urbana, a nova fase dos vinis ainda não é uma solução completa para a crise do CD. “Os LPs têm voltado, mas ainda estão muito caros. Então fica pouco acessível para o pessoal mais jovem. É algo que não vai extinguir o download, mas é uma boa ideia para relembrar ou conhecer tecnologia”, comenta Robério. Os dois empresários comentaram à reportagem que os vinis têm recebido uma procura maior nos últimos meses. “Tem uma garotada, de 18 a 20 anos, que tem vindo aqui e procurado clássicos do rock dos anos 70 e da MPB”, afirmou Oliver. As duas lojas dispõem apenas de CDs e LPs usados, que em sua maioria, variam entre R$ 5 e R$ 20. “Não dá pra pensar em ganhar dinheiro com isso, mas é legal porque dura mais tempo e todo mundo tem mais cuidado”, comenta Esdras Nogueira do Móveis Coloniais de Acaju, que não descarta a possibilidade de lançar o novo trabalho do grupo no formato clássico. Soa bastante promissor.
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PARA ONDE VAI A MÚSICA DIGITAL?*
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Começou assim: em 1999 um garoto de 19 anos chamado Shawn Fanning criou um sistema de compartilhamento de arquivos em MP3 pela internet. O software Napster fez tanto sucesso que as gravadoras ficaram preocupadas. Tudo ficou mais intenso quando a banda Metallica resolveu processar o Napster por distribuir suas músicas ilegalmente pela rede. Fanning perdeu e o seu programa foi proibido. Acontece que a criação do garoto fazia parte de um contexto mais amplo, complexo e inovador: a “cultura do compartilhar” estava surgindo e através de inúmeros softwares ganhou forma nos últimos 20 anos. BNegão, parceiro de Marcelo D2 na época do Planet Hemp, lembra que no fim da década de 1990 o clima ficou tenso no meio musical em relação à atitude de fazer um download. “Na época em que a molecada começou essa loucura toda de baixar músicas, as pessoas falavam do assunto praticamente como se fosse um tráfico de armas”, comenta BNegão em entrevista exclusiva para o Jornal da Paraíba. Claro, além do Napster, outros sites e sistemas Peer to Peer (P2P, “ponto-a-ponto” ) foram encerrados por ordem judicial. As gravadoras ganharam causas judiciais, mas não conseguiriam impedir a viralização dos downloads.
NOVA MÚSICA DIGITAL
Outubro de 2007. A banda Radiohead traz uma proposta inovadora. Quatro anos depois de Hail To The Thief escolhe lançar o novo álbum In Rainbows de uma forma curiosa: através do site da banda, os fãs poderiam comprar um conjunto de MP3 pelo valor que desejassem. Em meio às dúvidas, sete milhões de libras vendidas em apenas uma semana; álbuns em vinil e caixas especiais lançadas em seguida, com faixas extras. Mais sucesso.
A atitude do Radiohead é reflexo exato de algo que se difundiu pelo mundo e o Brasil não ficou de fora. Em meio à crise de vendas do CD, os artistas precisaram começar a inovar e buscar soluções criativas para apresentar seu trabalho. “Muita gente que não tinha como divulgar sua obra, por causa desse caminho, agora tem”, argumenta BNegão, um dos primeiros artistas brasileiros a usar a expressão copyleft. Trocadilho com o tempo copyright (direitos de cópia), a ideia tem a ver com difundir obras livremente, sem restrições que limitem seu uso. O autor continua sendo dono do seu trabalho, mas permite aos consumidores a cópia, distribuição e troca.
A banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju é um exemplo recente sobre esta atitude. Além de distribuir gratuitamente o seu primeiro álbum (Idem, 2005) através do seu site, vai lançar em abril o novo CD pelo selo Trama Virtual. “A gente já tinha a ideia de liberar o álbum em MP3 pelo site, mas aí a Trama propôs o conceito do álbum virtual e nós aceitamos”, comenta Esdras Nogueira, saxofonista do Móveis. O selo da Trama já lançou da mesma forma nomes como Cansei de Ser Sexy e Tom Zé. Os brasilienses confiam que este é o melhor método para lançar as músicas do novo álbum C_mpl_te. Mesmo produzindo cópias em CD do álbum logo após o lançamento do álbum pela rede no próximo mês de abril, a banda investe na ousadia: “Queremos é que todos os fãs copiem, deem de presente, distribuam as nossas músicas para download”, afirma o saxofonista. Para eles não importa se no iPod, YouTube ou CD Player: querem é que o som seja conhecido.
VENDAS CRESCEM
A rede social MySpace (www.myspace. com) tornou-se referência mundial para que bandas independentes divulgassem seus trabalhos. Nela artistas podem incluir gratuitamente suas músicas para que usuários escutem e até façam download. Foi assim que bandas paraibanas como Os Reis da Cocada Preta foram reconhecidas antes mesmo do primeiro show. Nomes como Cabruêra e Star 61 estão lá e sempre divulgam suas novidades para os fãs. Para as distribuidoras, o mercado pode estar difícil, mas quem tem investido na venda digital tem futuro promissor. Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Discos, a venda de CDs e DVDs caiu 31,2% desde 2002, em paralelo ao crescimento de 185% das vendas pela internet e telefonia móvel entre 2006 e 2007. Resta saber se a inovação vencerá a maré descontente das gravadoras.
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*Texto no Jornal da Paraiba, de 27 de fevereiro 2009

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Música Urbana - 10 Anos.
Vídeo Doc 2008
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Foto: Patativa
Textos: (1) Jesuíno Oliveira, (2) André Cananéa
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Em 2008 a loja de discos Música Urbana comemorou dez anos de existência. Fruto do trabalho incessante, paciente e perseverante do seu dono, Robério, tornou-se um espaço cultural alternativo dentro da aridez desses tipos de espaços na capital paraibana. É nela que voce encontra seu som preferido, novidades e raridades, seja em disco, video ou livros. E ainda há o apoio para as bandas de rock e pop - local e de outros cantos do país -, que desfilam seus sons no pátio em frente a loja. De quebra ainda encontra os amigos para trocar uma idéia e tomar uma cerveja gelada. Juntando todos os argumentos, é o local de bom astral...
Idealizado e realizado ao longo dos anos 2007 e 2008, o video em DVD traz uma singela mostra - com a cara de homenagem - desse espaço que tantos apreciam e pela simpatia do seu dono. Apesar da configuração amadora em sua feitura, serve como registro da tão desprezada memória das nossas vidas, que displicentemte não preservamos.
A Música Urbana é patrimonio dos alternativos e patrimonio da cidade! Agora podemos assistir via Youtube nos endereços abaixo ou então encomendar uma cópia em dvd na própria loja.
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Música Urbana - 10 Anos
Namastê!
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Trajetória da Música Urbana ganha 'doc'
Jornal da Paraiba, 05 de fevereiro de 2009
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Mais do que uma loja de discos usados, a Música Urbana, no Centro de João Pessoa, tornou-se um atualizado point de notícias e referências sobre musica pop, MPB, rock, blues, jazz e a cena independente brasileira. Frequentado por músicos, colecionadores e jornalistas, o lugar acaba de ganhar um documentário de 16 minutos que registram os dez anos de importância cultural do lugar.
Dirigido, produzido e gravado pelo incentivador da cena musical independente da Capital, Jesuíno André de Oliveira, o vídeo foi lançado direto no Youtube, em duas partes. Pode ser acessado a partir do endereço http://www.youtube.com/watch?v=QmciCRszzko.
No documentário, frequentadores do lugar, músicos como Ilsom Barros (Zefirina Bomba) e Ramsés Nunes (Rotten Flies) e produtores falam do papel que a Música Urbana desempenha na cena local. O vídeo também traz imagens de apresentações de bandas locais feitas na porta da Música Urbana, poket shows que se tornaram comuns nas tardes de sábado. O documentário também traz entrevistas com o proprietário do lugar, Robério Rodrigues, um fã de música pop que largou o emprego de contabilidade e abriu a pequena loja. A história de Robério e da Música Urbana é bem parecida com o livro Alta Fidelidade, escrito pelo inglês Nick Hornby, adaptado para as telas pelo diretor Stephen Frears em 2001.