sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Olha a situação da nossa MPB:
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- Cazuza e Renato Russo morreram de AIDS;
- Chico Science e Gonzaguinha morreram em terríveis acidentes de carro;
- Marcelo Yuka foi baleado e ficou sem o movimento das pernas e do braço esquerdo;
- Hebert Vianna sofreu um acidente de ultraleve, perdeu a mulher e sofreu danos no cérebro;
- Marcelo Fromer foi atropelado e morreu no hospital;
- Cássia Eller nos deixou, após um coquetel de drogas;
- Raul Seixas bebeu e esqueceu da insulina;
- Tim Maia quase não gostava...
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Quem será o próximo?
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Ao longo dos anos, o abuso das drogas e do álcool nos tirou:
Elvis Presley, Jim Morrison, Janis Joplin, JimiHendrix, Brian Jones, John Boham, Kurt Cobain, Bradley Nowell, Sid Vicious, Keith Moon, Elis Regina...
Outras fatalidades levaram:
Cliff Burton, Stevie Ray Vaughan, Jonh Lennon, Bob Marley, Rhandy Rhoads, Joe Ramone, Frank Sinatra, Fred Mercury, George Harrison, Marvin Gaye,Charlie Parker,Jaco Pastorius, Nico Assumpção, Tom Jobim, Vinicius de Morais...
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AGORA PARE E PENSE: QUANTOS PAGODEIROS, FUNKEIROS, AXEZEIROS, MORRERAM????
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- O Beto Jamaica cheira o que o nariz não agüenta e não morre, aquela praga;
- Alexandre Pires enche o rabo de cachaça, sai a toda com o seu carro, mata um coitado no meio da rua, não morre e continua compondo aquelas merdas;
- Xandy e Carla Perez, vão piorar ainda mais o futuro do mundo, tendo outros filhos;
- Netinho, do Negritude Júnior tem voz de viado, rebola como viado, parece viado e tem filho que nem coelho;
- Joelma do Calypso com aquela dancinha horrível;
- Latino pensa que é compositor;
- E o tal do Rodriguinho, o que ele quer com aquela viseira na cabeça?
- E o Cumpadi Washington, tem a maior cara de pinguço de boteco da esquina, um péssimo gosto para roupa, mas comeu a Sheila Carvalho;
- E o pagodeiro Bello, metido com traficante, encomendando míssil anti-aéreo, feio pra c... e só come gostosa.
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AONDE O MUNDO VAI PARAR???
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Não quebre essa corrente! Se vc passar essa mensagem para:
*1 pessoa:
Morre o Xandy;
*2 pessoas:
Morrem Xandy e Netinho;
*3 pessoas:
Morrem o Bonde do Tigrão, o Cumpadi Washington, Xandy, Alexandre Pires e o Vavá;
*10 pessoas:
Morrem É o Tchan, Alexandre Pires, Vavá, Frank Aguiar, qualquer nome 'dos teclados', a Kelly Keye o Xandy;
*25 pessoas:
Haverá um show de pagode/funk/axé no Afeganistão, em homenagem para o Bin Laden, e ele, paravariar, decidirá jogar o avião dos 'artistas' em cima da casa do Calypso.
*50 pessoas:
a Sandy se transformará em uma porra-loca, sairá na Playboy, se tornará stripper de uma boate em Copacabana e cobrará 10 mangos mais uma coxinha com Sukita pelo programa, e seu irmão, o Júnior, mudará de sexo, e passará a se chamar Samantha, e o melhor de tudo: ficará mudo.
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CASO VOCÊ NÃO PASSE ESSA MENSAGEM PARA FRENTE, TODOS OS RÁDIOS À SUA VOLTA TOCARÃO ETERNAMENTE 'EGÜINHA POCOTÓ', 'BABA BABY', 'MAIONESE', 'CREU', 'DANÇA DO QUADRADO', ...
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Isso é assunto sério!!! Não quebre esta corrente!!!
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O conteúdo da mensagem, na íntegra (como aqui disposta), está circulando pela internet. Que não tomem a banda como preconceituosa - e não nos responsabilizamos pelo teor pejorativo que passam dar em outras interpretações.

sábado, 1 de agosto de 2009

ANTONIO PATATIVA RESPONDE
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Foto ilustrativa da entrevista/matéria com Patativa Moog no blog Rarefeito*

Patativa Moog está no blog Rarefeito, respondendo perguntas sobre música, literatura, etc. O texto foi conduzido pela jornalista Olga Costa, dona do Blog (confira link abaixo), a quem agradecemos. Segue abaixo o texto.
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Rarefeito (R): Primeiro álbum que comprou
Patativa Moog (P): The Queen is Dead, da The Smiths, de 1985/86. Eu ouvia “The boy with the thorn in his side” sem parar. Eu já havia ganhado alguns discos, mas esse foi o primeiro que eu realmente comprei.
R: Música que sabe a letra de cor
P: Várias; mas destaco “Somos quem podemos ser”, do álbum “Ouça o que eu digo: não ouça ninguém” (o melhor de todos), da banda gaúcha Engenheiros do Hawaii; disco (na época não havia CDs por onde eu morava, no Ceará) de 1988, na melhor fase do trio GLM.
R: Álbum antigo que ouve até hoje
P: Vários MESMO... destaco, porém, Peng !, álbum de 1992, da banda franco-canadense Stereolab.
R: Uma música que está no seu Top 5
P:
“Today is the day”, do album Summer Sun (de 2003) da banda americana Yo La Tengo
R: Álbum que define o rock alternativo (aqui se você preferi colocar outro estilo, pode ficar a vontade) :))
P: O álbum Painful, de 1993, também da Yo La Tengo. Nem é o que eu gosto mais dessa banda, mas fica clara a mudança que a sonoridade ganha com a entrada do baixista/guitarrista/tecladista/vocalista James McNew, que havia entrado já no álbum anterior, o May I sing with me, de 1992. YLT tem influências de Velvet Underground, Beatles, bandas pós-punk, de folk-rock, etc., mas tem melodias e experimentalismo que são próprios dela, a exemplo da Sonyc Youth. Desse álbum em diante, a YLT, ao menos pra mim, é a banda indie por excelência.
R: Música de sua autoria que gostaria que fosse gravada por
P: “Stronic Up!”, pela Chico Correa & Electronic Band
R: Álbum subestimado que todos deveriam conhecer
P: Genesis, das irmãs Wendy & Bonnie, gravado pela Sunshine Pop em 1968, e milagrosamente resgatado pelo músico e produtor da Stereolab, Tim Gane, e recentemente lançado pelo selo Sundazed (CD duplo com vários bônus e alguns covers de Beatles e outros. Coisa finíssima!). Quem quiser conferir a dica e baixar o CD, aqui:
http://lazerguidedmelodies.blogspot.com/2009/07/wendy-bonnie.html
R: Música do dia
P: “S'wonderful”, na voz de João Gilberto, primeira faixa do álbum Amoroso, de 1976.
R: No momento eu...
LEIO:
Alain de Botton, escritor e filósofo suíço que mostra como a filosofia não precisa ser chata, e nem a literatura, contemporânea, vazia.
ESCUTO:
Violeta Parra
RASSISTO:
Monster, de Naoki Urasawa, uma magnífica saga (anime) realista em 74 episódios. Foi exibida na Nihon TV (abril de 2004 a setembro de 2005), produzida pela Madhouse. A produtora norte-americana New Line Cinema adquiriu os direitos e pretende adptá-la para os cinemas.
RECOMENDO:
O filme A fortaleza escondida, de Akira Kurosawa (de 1958), filme que, dentre outras, inspirou as trilogias de Star Wars, de George Lucas. O mal, aí, o mestre Kurosawa ensina, pode ser um conceito bastante relativo.
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* Confira o texto original aqui: http://www.ladonorte.net/rarefeito/

quinta-feira, 16 de julho de 2009

CHUCK BERRY, O REI DO ROCK!
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Por Patativa Moog
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A propósito da vinda do VERDADEIRO Rei do rock ao Brasil*, recomendo que quem ainda não viu, veja o filme-documentário "Cadillac Records", que conta a história da gravadora Chess Records, cujo proprietário era o branco Leonard Chess. Foi esse cara que, não obstante as disputas raciais que incendiavam os EUA na época - e alguns negros eram incendiados literalmente, pela Ku Klux Klan -, acolheu artistas pobres e desconhecidos, como Muddy Waters, Little Walter, Willie Dixon, a fabulosa e estonteante Etta James (no filme ela é interpretada pela Beyoncé... uma delícia) e, adivinhem, Chuck Berry. Até a chegada desse aí, a gravadora foi a responsável pela divulgação e popularização do blues caipira (de 1940 em diante) entre os brancos, principalmente... só os negros da zona rural americana tocavam e ouviam esse tipo de música, e não havia nada gravado. Não tinha ainda o Elvis Presley na parada, nem Beatles, nem Stones... O estilo do Berry, para Chess, era uma coisa sem nome, e ele decide chamar aquilo de "rock and roll" – termo que foi cunhado, em 1951, pelo disc-jockey americano Albert James "Alan" Freed (15 de dezembro de 1921 – 20 de janeiro de 1965). Sem querer dar spoilers, porque não sou chato, os Rolling Stones aparecem (bem depois) ligeiramente no filme, dizendo que começaram a tocar por causa da música de Muddy Waters. Berry, no ápice de seu sucesso, será e ficará muito tempo preso - por haver comido uma menininha de 16 anos. Ele acusa a polícia de racismo, alegando que Jerry Lee Lewis (um branco), vivia com uma de 13... e quando ele ouve os Beach Boys cantando "Surfin in USA" quase tem um troço, alegando que a música é dele... no final do filme é mencionado que ele ganhou a ação que moveu contra a banda dos branquelos plagiadores – que eu, a bem da verdade, gosto muito. Enfim, um filmão que, como é dito por Ken Lombardo (da CBSNews.com), "mostra as verdadeiras origens do rock and roll". Quando Elvis é eleito "o rei do rock", não o é por acaso, e a "eleição", feita por brancos, elege não o "criador", mas a criatura. John Lennon, que eu gosto mais cantando do que falando, dizia que, "antes de Elvis, não existia nada", mas ele erra, e erra muito: ANTES DE ELVIS EXISTIA CHUCK BERRY. Foi o preconceito - Berry nem preto era, era/é um mestiço entre preto e índio - que lhe roubou o título. A História, até no rock and roll (que tem promessas de liberdade, et cetera), mais uma vez se mostra como "a história do vencedor". Justiça seja feita.
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A tempo: "Cadillac Records", de 2008, é escrito e dirigido por Darnell Martin, cuja filmograia você pode ver aqui:
http://www.imdb.com/name/nm0552140/
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Patativa Moog escreve sandices e anedotas sobre a vida real em:
www.patativamoog.blogspot.com
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* Chuck Berry fará um único show em Fortaleza, dia 22 de agosto de 2009 (sábado), no Siará Hall (Av. Washington Soares, 3199 - Edson Queiroz).
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OLHA QUE BELEZA!!!


Próximo Sábado, 18 de julho, vai rolar shows das bandas Os Caronas do Opala (com seu brega-rock-groove) e Madalena Moog (com seus rock-samba-bossa), e ainda terá o danado do DJ Formiga botando o povo pra dançar, na mesma vibe. Oportunidade pra quam ainda não conhece o Paradise Bar (o antigo Papagaio Pirata, reformado).
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O Paradise já está no Orkut pra quem quizer add:
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Cerveja gelada no precinho e, até às 23:00, mulher não paga pra entrar. "A vida é boa à beira-mar em João Pessoa..." E vamos que vamos!!! \o/
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SERVIÇO
Shows: Caronas do Opala, Madalena Moog, DJ Formiga
Onde: Paradise Bar (antigo Papagaio Pirata)
Ingresso: R$ 5,00 (mulher não paga até 23:00)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

MADALENA MOOG, SEU PEREIRA E COLETIVO 401, DJ FORMIGA

Arte de Jonathas Falcão (Seu Pereira)
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Salve, salve, simpatias!!!Tá cansado do mesmo? Tá aqui a novidade.
Próximo sábado (04 de Julho), a Madalena Moog vai dividir o palco do novíssimo Papagaio Pirata com a Seu Pereira & Coletivo 401, uma das bandas mais bacanas e novinhas da cidade. Conhece não? Venha conhecer, uai. Já conhece? Então não vai perder esses dois showzões, né? E ainda tem o DJ Fabiano Formiga mandando ver na sonzeira pro povo dançar e esticar a noite. Então, pronto, estamos combinados. Ah! Mulher não paga até às 22:00, depois ficapor R$ 5,00.
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NOVIDADE!!! NOVIDADE!!! NOVIDADE!!!
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Ouça AGORA (e baixe de graça) 5 músicas novas (de 12) do novo CD da banda, "Universal Park". É só ir em: http://www.myspace.com/madalenamoog8
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QUE MAIS? ENTÃO, TOMA!!
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Baixe DE GRAÇA o EP "Stronic Up", da Madalena Moog: http://www.ladonorte.net/site/content/view/149/59/
Blog: http://www.madalenamoog.blogspot.com/
Orkut: http://www.orkut.com/profile.aspx?uid=12570466531346314435

sábado, 20 de junho de 2009

Músicas Novas no MySpace
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O álbum "Universal Park", com 12 músicas, está pronto - falta fazer apenas a capa. O lançamento oficial está previsto para agosto. Enquanto isso não vem, a banda disponibilizou no seu MySpace (www.myspace.com/madalenamoog8), 5 das novas músicas para audição e download, para quem queizer. É uma amostra grátis do que vem por aí. Aproveite!
O álbum, que não representa mais a banda em sua atual fase, é um registro da versatilidade da banda e de suas raízes mais indie, post-rock'n roll, alternativa. A banda, atualmente, ensaia as músicas de um EP que deverá ser lançado ainda este ano, expondo a nova fase que o público, nos shows, já pode conferir. Seja como for, o lançamento de "Universal Park" é de suma importância para esta banda veterana de João Pessoa. Grow up!


terça-feira, 16 de junho de 2009


DO QUE A MÚSICA PODE SER*
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“A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende.” (Schopenhauer)
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A propósito de uma introdução
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Semana louca! Vi um pai espacando um pirralho de uns 14 ou 15 anos, dizendo que ele havia roubado uma bicicleta, que a polícia já tava atrás dele e que não queria filho ladrão na sua casa. Outra: estava ali na Epitácio (em frente ao Extra) esperando o ônibus e vi uma garota passando num Pálio; devia tá a uns 100 ou 110 por hora. O povo que estava na parada ficou sussurrando algo como: “malucaexibida”... E eu só pensava: “Pra que isso? Essa velocidade toda?” A resposta veio mais adiante. De dentro do ônibus, que deve ter demorado uns 20m pra chegar, vi metade da pista interditada e a moça sendo socorrida. Havia batido numa daquelas árvores enormes da Epitácio. Lembrei na hora de um trecho da letra “Dói, neguinha”, música nova que a Madalena Moog está trabalhando:
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“Vou querer ver você comer caco de vidro,
Su’alma jogada no meio da pista,
Lavando a Epitácio com seu sangue
E os carros passando, os carros passando...”
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Não sei detalhes e você, certamente, não tem maiores interesses nisso.

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A salvação pela música

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Essa introdução medonha não é feita sem propósitos. O maior deles e certamente o melhor é fazer referência ao filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860), que via a dor perpassar o mundo e ser, nele, a regra, e não a exceção. Quer um exemplo? Veja o filme “A excêntrica família de Antônia” (1995), dirigido pela belga Marleen Gorris. Veja, especialmente, e para este sentido, a carta que o personagem de Mil Seghers, Kromme Vinger (apelidado de Dedo Torto), deixa para a menina Thérèse (Veerle van Overloop), antes de cometer suicídio. Para Schopenhauer, e depois Nietzsche defenderá isso em sua tese Die Geburt der Tragödie oder Griechentum und Pessimismus (“O nascimento da tragédia ou Helenismo e Pessimismo”), de 1872: “A música se diferencia de todas as outras artes pelo fato de não ser uma cópia do fenômeno [o mundo, como o vemos], [...] mas uma cópia direta da própria Vontade [aquilo que move o mundo, que o engendra]”. Assim, o único enfrentamento para o trágico é a música. E embora Nietzsche, no futuro, discorde de Schopenhauer, ele também sustentará que somente através da música é que podemos enfrentar a terrível mensagem de Sileno – ou a morte, para os menos entendidos. Na sua concepção da tragédia (a grega, evidentemente), que era uma “nova forma de consciência estética”, a música tinha papel primordial, mas, hoje, havia-se perdido. O retorno a esse sentido é a salvação do espírito dionisíaco, e isso, para ele, estava intimamente ligado à construção do Homem Novo. Na modernidade, ele dizia, a consciência é doente, e “a arte é reduzida a mero divertimento e governada por conceitos vazios”. Nietzsche entendia que o espírito dionisíaco era reprimido (Freud, depois, valeu-se disso para falar sobre a “repessão sexual”, os “recalques”, os “tabus”, et cetera), e que estamos separados da intuição sensual e da verdade espiritual (e isso nada tem haver com cristianismo, viu?). O mito trágico, e a música, Nietzsche dizia, haviam-se perdiddo. Não é que a música, hoje, para ser novamente encontrada, tenha que ter um papel político, mas precisa ser uma preparação para a morte – como também Sócrates e Catão de Útica diziam em relação à função da filosofia: “Tota philosophorum vita commentatio mortis est” – uma aliada na construção do homem, o novo e livre homem... é uma necessidade antropológico-pedagógica, portanto. E é mais que isso. Mas isso, aqui até, já foi filosofia demais para um e-mail só.

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* De um e-mail/texto que enviei à Lista PB Rock (15/05/09)