sábado, 21 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011

Olá! Esta é Marília, leonina, aos 24

quarta-feira, 18 de maio de 2011
¡SARAU POÉTICO DO CAIXA BAIXA!
Data: 25 de maio, às 19h00.
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Estarão expostos trabalhos dos poetas Gustavo Limeira, Betomenezes, Joedson Adriano, Jairo Cézar, Félix Maranganha, Bruno Gaudêncio, Laudelino Menezes, Anna Apolinário, Bruno R. R. Santos, Mirtes Waleska, Raonix, Roberto Denser, Wander Shirukaya, Jô Mendonça Alcoforado, Tiago Lia Fook Braga, Cyelle Carmem e Lau Siqueira.
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Fonte: http://ocalangoabstrato.blogspot.com/2011/05/sarau-poetico-do-caixa-baixa.html?spref=tw
SAMBA PRO SEU DIA - Madalena Moog
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“A arte não pode ter preço / Justamente por isso é coisa sem valor...” A frase, ambígua, é de “O movimento romântico”, música do/no novo álbum da banda paraibana Madalena Moog, “Samba pro seu dia”. Trata-se do trabalho mais recente e mais trabalhado da banda. Depois de várias sessões de gravação – de junho a agosto de 2010 – e de mixagem e masterização (de setembro o outubro), todas realizadas no estúdio Peixe-Boi, eis aqui a mais nova faceta dessa banda que, como Patativa Moog (vocal, guitarra) diz, não “sabe como se classificar”. E nem precisa. “Samba pro seu dia” é o segundo álbum da banda e, como o próprio nome denuncia, traz um conteúdo bem mais centrado na música brasileira, misturando rock com samba e com carnaval – palavra reincidente – e com marchinha carnavalesca que parece com uma ciranda, uma festa. Na letra da música que dá nome ao álbum, aliás, isso já fica bem explícito: “Menina, eu vou comprar um cavaco / Vou botar samba no meu rock / Olha que eu vou fazer choro do meu samba...”, e por aí vai. Há que se notar, ainda, que as músicas, embora mantenham a velha fórmula – de referenciar as letras com citações literárias, a exemplo da já citada “O movimento romântico”, que é título de uma obra do suíço Alain de Botton –, estão contextualizadas na cidade de João Pessoa, nomeando suas ladeiras, suas ruas e bairros. Na descrição da banda, no site do Festival Mundo, por exemplo, pode-se ler:
Madalena Moog é uma aquarela de João Pessoa, e do Brasil. Casas coloridas, ladeiras históricas e ruas da cidade antiga são retratadas nas músicas que convidam o povo para a festa, para a celebração. Guitarras, metais e sintetizadores, principalmente, marcam os sambas, as bossas e as marchinhas que, temperados pelo bom e velho rock and roll, fundem-se numa musicalidade que procura por novidades, sempre, de modo inquieto e inquietante, provocativo (http://www.festivalmundo.com.br/festival/shows/madalena-moog/).
O repertório de “Samba pro seu dia” é uma seleção de músicas que a banda já vinha executando nas apresentações ao vivo, e experimentando. Ao total, são nove inéditas e mais três, já gravadas em trabalhos anteriores. Assim, “Hey, amigo”, do álbum “Universal Park” (2009), ganhou novas guitarras, tratamento de voz e uma completa remixagem e remasterização. As outras duas são do EP “Stronic up!”, de 2006: a cativante “Stronic up!” vem acompanhada com a entusiasmada apresentação do americano Pete Cogle, tal como ele a fez, espontaneamente, em seu podcast (Pete Cogle's Podcast Factory: http://petecogle.com/blog/tag/madalena-moog/); “A rua da vida feliz”, por fim, foi incluída por estar sempre no repertório da banda, também remixada e remasterizada. O CD oficial, que deverá lançado no primeiro semestre do ano que entra, trará faixas extras, remixadas por Chico Correa, DJ Guirraiz e DJ Fabiano Formiga, adequadas para as pistas.
Participações
Na gravação de “Ela só gosta é de carnaval”, “O homem do doce” e “Quarta-feira”, Pablo Ramirez (Cabruêra) foi o homem do pandeiro e do tamborim, emprestando seu talento e alegria à banda. “Pablo não tinha tamborim”, diz Patativa, “então eu comprei um para que a gente usasse na gravação, e depois dei o bicho de presente a ele, em agradecimento”. Foi o “pagamento”. “Já o Arthur Pessoa (Cabruêra) não ganhou foi nada, só a nossa gratidão sincera, amizade verdadeira e simpatia simpática”, diz ainda, rindo. (foto Arthur / Pablo)
E não foram as únicas participações. Xisto Medeiros, por exemplo, estava lá pelo estúdio quando a banda gravava as vozes festivas de “Ladeira da Borborema”, na maior animação, e também entrou na folia. E teve Erick de Almeida (Baluarte), que gravou um trecho enorme em “O homem do doce”; trecho que, infelizmente, foi suprimido, quando foram feitos ajustes na mixagem e redução do tamanho da música que era enorme. Também Fabiano Formiga, Renata Maysa e Marcelo Macedo fizeram participações, falando, gritando, etc., tudo muito assim, espontâneo e alegre. Quem ouvir o CD inteiro vai notar essa alegria toda, e é bem capaz de ser contagiado. Todos os backing vocals foram feitos por Érica Maria e Débora Malacar (Sonora), com exceção de “Stronic up!” e “A rua da vida feliz”, que tem back de Silmara Ferreira, primeira vocalista da banda.
Enfim, “Samba pro seu dia” promete ser mais uma grata surpresa para a música produzida na cidade de João Pessoa, e na Paraíba. É esperar para ver. A banda promete lançar o CD durante o show que fará na VI edição do Festival Mundo, dia 15 de Novembro. O CD é produzido por Patativa Moog, em parceria com os selos alternativos Mundo Disco e Sanhuá Discos, dos Coletivos Mundo e Sanhauá.
......... Madalena Moog é: Patativa (voz, guitarra e sintetizadores), Edy Gonzaga (guitarras, baixos), Rieg Wasa (sintetizadores), Valter Pedrosa (guitarras), João Henrique (trompete), Mib (trombone) e Emerson Pimenta (Bateria).
por Fernanda Niger
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Fonte: http://www.verbo21.com.br/v5/index.php?option=com_content&view=article&id=48&Itemid=58
terça-feira, 17 de maio de 2011
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Estou sentado em meu sofá lendo Allen Ginsberg
..... que me faz companhia (oh, yeah!)
..... & o antitérmico me deixa mole & sonolento
..... & a febre traz efeitos lisérgicos & eu deliro
..... olhando a luz & a Mariposa & depois o Nada
..... pronto & manifesto no teto branco dessa varanda
Um pastor idiota & barulhento fala lá longe
..... & usa o microfone como se fosse uma garotinha
..... que geme & enfia o seu vibrador na boca & no rabo
..... qual gay solitário que tá cagando para os desafetos
..... & não se envergonha de ser fodido & gemer gostoso
..... vociferando coisas incompreensíveis & sussurradas
..... enquanto a noite é uma guitarra desafinada
..... tocando “Arnold Lane” ou coisa parecida
Uma vez eu fiz um poema para o meu amor
..... & era um poema alegre, apesar de tudo
..... & nem estava assim, sim: sem amor nenhum
..... & somente amava por uma falta que não tem tamanho
..... como a Diotima dentro da cabeça do velho Sócrates
..... naquele banquete cultual-erótico-dionisíaco
..... na presente ausência do Alcibíades muito amado
..... que todo amor é amor de nada ou amor de algo
..... & amor é falta & é vontade & perspectiva acerca de...
Uma vez & por tanto amar cheguei a pensar que me amariam
..... mas não fui amado, não, eu não fui amado
..... & pelo simples fato de que não tinha mesmo que ser
..... & me voltei aos livros & aos filmes & me vi assim
..... inconscientemente recitando Alberto Caeiro
..... & enchendo tudo com tantos nomes & referências
..... do jeito que o Igor von Richthofen diz adorar...
..... Então, meu, venha cá: beije a minha bunda! rá rá...
Estou sentado em meu sofá & uso meias coloridas
..... longas meias verdes & uma cueca vermelho-vinho
..... & uma regata listrada em bege, vermelho & preto
..... & penso que Nabila muito riria se me visse assim
..... de nariz fungoso & metido em roupas de cafuçú
..... visu locasso & incontestavelmente psicodélico
..... oierrr, que não se vê em Sousa & nem em Campina
Estou sentado em meu sofá & escrevo tudo ao sabor do acaso
..... querendo o real que atravessa a sala & entra no quarto
..... como nas narrativas de um Kerouac ou um Burroughs
..... meio ladeira abaixo, no automático
..... meio assim, cut-up
..... meio fold-in
..... meio junkie, peep out
..... meio Salvador Dali
..... – como tem de ser –
..... para não perder o dínamo da verborreia das palavras
..... & de sons & de imagens que este glorioso delírio traz
Estou sentado em meu sofá & minha garota ligou p’ra mim
..... disse estar no shopping comprando um tênis Keds vermelho
..... & o meu vizinho está fumando um baseado aqui ao lado
..... & o meu corpo diz que este sofá é tudo o que eu quero
..... & eu sei que ele não suportaria outro delírio, não
..... nem mesmo um careta comprado ali na Viña Del Mar
..... um Derby Azul ou
..... um Hollywood Vermelho ou
..... um Marlboro Gold ou
..... um Lucky Strike Cinza, ahh...
..... ... & também não quero essa cerveja ruim & quente
..... quero estar aqui, absorto & trêmulo & jogado aí...
..... vendo os móveis brancos & a TV preta desligada
..... & vendo as coisas girando & girando diante de mim...
Uma vez sonhei que ganhava uma bicicleta de Almilinda
..... & era um sonho tão tão real que
..... logo que acordei
..... saí apressado a procurá-la
..... & ela não estava onde eu queria (ah!)
..... – não estava não! –
..... Que sonhos, somente, sonhos é o que são
Estou sentado em meu sofá & vejo os livros em minha estante
..... & eles permanecem todos aí onde os coloquei
..... & eles esperam por mim quietos & impassíveis
..... & eles imploram que eu os procure & me sirva bem
..... – como um sultão às suas tantas & tantas putas –
..... & eles me olham com olhar pidão & mãos estendidas
..... & eles aguardam...
..... & meu nariz está ficando cheio de uma coriza quente
..... que escorrer leve & cocegante sobre os meus bigodes
..... & fazem umas bolhas como no nariz do Neil Young
..... no incrível show junto com os caras da grande The Band
..... o último show da grande The Band
..... o legendário show da grande The Band
..... & sei que preciso urgentemente assoar
....................................... pela milésima vez
.................................................... essa porra desse nariz...
segunda-feira, 4 de abril de 2011
