domingo, 28 de novembro de 2010

Eu


Eu escuto as pessoas com toda a tensão do mundo
Eu deixo que me falem em rolagem automática
Eu me faço de rogado & ouço sobre a dor universal
Eu tenho a vida toda para ser sua privada particular

Eu presto atenção a tudo, como a Adriana diz
Eu suspendo o juízo a uma razão divina, & escuto
Eu deixo que me falem em rolagem automática
& escuto as pessoas com toda a tensão do mundo

Lou-Salomé aprendeu com Freud & Nietzsche,
Que aprenderam com Schopenhauer & Darwin,
Que não mencionam Santo Agostinho
Mas compreendem-no melhor que Bento XVI
Que fez tese de doutorado sobre o Hiponense...


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A nova trilha da sua loucura
Scary Monsters, Desvios Subterrâneos


EP "Desvios Subterrâneos" (2010), da Scary Monsters


Scary Monsters é o título de um álbum de David Bowie, lançado em setembro de 1980; é também o nome de uma das bandas mais punks, sujas e barulhentas da cidade de João Pessoa. Sim! Scary Monsters é uma mijada no passeio público, uma gambiarra de muitas emendas que resiste aos anos, que se impõe contra as circunstâncias e, contra a corrente, está aí, e quer estar, desafiando as intermitências do tempo e das situações. Exemplo de tal resistência e insistência heróicas é o mais recente EP da banda – ela tem outro, anterior, mais sujo que este de agora, e eles prometem disponibilizá-lo em breve –, o “Desvios subterrâneos”, gravado, mixado e masterizou no estúdio Jampa Music, por um valor inacreditável, praticamente na base da camaradagem. Exemplo de tal mijada é, já, na capa, você ver Roberto Carlos com bigodinho de Hitler, ou Madonna com cara de orgasmo, ou Jurubeba e Igor (fakes), sendo “revistados” pela polícia, ou a garota nua, mascarada, rindo de sua cara, apontando o dedo para você que comprou o EP para ouvir o Igor vomitando a letra rápida de “Dr. Jakyll & Mr. Hyde”, querendo enfiar em seus ouvidos que o monstro mora em cada um de nós, alternando entre a moral hipócrita do Ocidente cristão e a liberdade que Mr. Hyde, na novela de Robert L. Stevenson, representa: “Sua alma atormentada vaga após a meia-noite / Se espreitando entre as esquinas da cidade / De sombra em sombra, caçando sua vítima / Numa sede por sangue que nunca termina / Dr. Jakyll & Mr. Hyde não vão te deixar em paz...”
Comprei o “Desvios subterrâneos” (sim, eu compro os EPs e CDs das bandas locais, porque acredito na música que é feita aqui, na cidade) no dia em que foi lançado (01 de novembro), durante a tumultuada Festa Halloween Dark Nigth II, em Intermares. Gastei os meus últimos R$ 5,00, já empenhados com Renato Abreu, com quem dividi os trocados para uma garrafa de Teachers. Pouco depois eu veria um garoto muito louco, chapado até o talo, se jogar do palco improvisado. O maluco, tendo um dos pés enrolado em um dos cabos do P.A., emporcalhou com tudo ainda durante a apresentação da segunda banda; uma legítima merda! A pesadíssima caixa caiu e, arrastando o cabo que a conectava a outra e ambas à mesa, rompeu-o; fim de festa. Frustrados – pois acabamos não vendo a Scary fazer o seu show, e nem um monte de outras atrações –, voltamos para casa ouvindo o EP nas alturas, no som do carro do Renato. E eu dizia à Renata Maysa: “Putz, essa banda é muito boa, gente!” E “os Renatos” concordavam comigo; e a gente batia cabeça dentro do carro, e berrava em coro o trecho grudento de “Dr. Jakyll & Mr. Hyyyyyyyyyde...” Uma loucura! Uma noite muito boa, apesar de tudo!
“Desvios subterrâneos” contém 6 músicas, na seguinte ordem: “Dr. Jekyll & Mr. Hyde”, “O comediante”, “Doce garota fatal”, “Cadafalso”, “Indivíduo imundo” e “Amor etílico”. A produção é da própria banda, com fotos de Jéssica Tuany e design de Igor, voz principal. Scary ainda tem: Jack Lima no vocal, Luancarlos Bezerra no contrabaixo, Bruno Barba na guitarra e Rodolf Squezze na bateria.
Quando você sabe da pressa que tudo foi feito – falo da gravação e produção do EP – e dos parcos recursos investidos, você não pode deixar de notar que a qualidade das músicas está incrivelmente boa, um verdadeiro feito. A Scary, sem dúvida, é um exemplo do mote punk: “faça você mesmo”, e no melhor estilo. Sempre consegui ver isso e já tive a oportunidade de, eu mesmo, produzir alguns shows e convidá-los para tocar, e sempre foram shows muito loucos, muito bons. Uma pena que, no momento, os espaços para essa banda tenham diminuído e, alguns shows, falhado miseravelmente.
A Scary está na estrada desde meados de 2002, e já participou de alguns importantes festivais da cidade, como o Aumenta Que é Rock e o Festival Mundo, em suas primeiras edições. A banda não merece e não tem o direito de passar por essa “fase de obscurantismo”. Ela merece nosso respeito, e merece ser ouvida por você que sabe (ou acha que sabe) o que é música alternativa, de verdade. Faça um favor a você mesmo: ouça o novo EP da Scary (e ouça logo), e com o som no talo; e quando a banda for tocar em algum buraco da cidade, vá ao show. Você não vai se arrepender, isso eu garanto!

Para ouvir Scary Monsters:
http://www.myspace.com/bandascarymonsters

Para download gratuito do novo EP:
http://www.4shared.com/file/WnGzzkcG/Scary_Monsters-_DS_EP.html



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Mundo Perfeito


Ubella Preta

Perfeito! Essa palavra ficou martelando meu juízo desde o primeiro dia (sábado, 13/11) do Festival Mundo. Resumindo: é a que melhor define a sexta edição desse importante evento paraibano e nordestino. Uma conjunção astral-material formada pela estrutura física e ambientes da chamada Usina Cultural Energisa – localizada na principal avenida da cidade, de fácil acesso e com divisões que permitiram diversas atividades com segurança e conforto para todos - e uma impecável programação cultural.

Sua duração foi desde o dia 05 e até o dia 21 de novembro, onde aconteceram interessantes palestras e oficinas (algumas inclusive transmitidas via Internet); mostras audiovisual e de artes plásticas, pocket shows, lançamentos de livro (“Devotos 20 anos” de Hugo Montarroyos) e jornal cultural (“Microfonia” de Olga Costa e Adriano Stevenson). Sua principal característica é essa diversidade de manifestações, tendo a música como principal elemento. Nesse ano tudo mais encorpado e bem produzido, graças à competência do Coletivo Mundo, seu organizador.

Dalva Suada

Durante os três dias estive como cicerone do jornalista poptiguar Hugo Morais (do site O Inimigo) fazendo a cobertura do festival; ele, prestigiando pela segunda vez, percebeu o quanto evoluiu o festival. No final da tarde e começo do evento, logo na entrada da Usina – embaixo de uma grande árvore, numa espécie de boas vindas e bons fluidos ao evento -, tivemos uma abertura sonora inusitada com o ótimo Varadouro Groove Orchestra, um instrumental superb com figuras carimbadas da cena local, que reúne dez (!!!) bateristas, baixista, guitarrista e naipe de metais. Tocaram, num set curto, um som meio tribal, mas sofisticado e mostrando um ar folk-regional.

Já na “Tenda da Música” a primazia da abertura ficou a cargo do trio instrumental rock Ubella Preta, com uma sonoridade dinâmica e pensante, cuja música inicial do set teve a participação especial da dupla Cassiano na percussão e a dançarina Kilma, que deram certo ar de requinte na apresentação da banda. Um detalhe importante foi a excelente sonorização desse ano, geralmente um “problema” nos festivais e que funcionou redondo em todos os dias.

A Banda de Joseph Tourton

No começo da noite foi a vez dos pernambucanos A Banda de Joseph Tourton – também instrumental rock – cuja performance sensacional me deixou (e todo presentes) impressionado. Ouvi vários comentários, mas ainda não os tinha visto ao vivo. Em minha primeira audição, sua postura musical remete a amplitude harmônica de um Mombojó com o vigor barulhento dos escoceses Mogwai. Posso dizer que é uma banda gringa! A próxima foi com os locais Pedecoco, banda reggae roots que não é a minha praia, mas foi uma demonstração da variedade sonora da programação, proposto como ideal do evento, que funcionou na medida. Por motivo maior, tive que ir embora e não vi as outras apresentações do dia, com a perspectiva de destaque para o mpbpop alagoano Wado e o peso-pesado candango do Violator. O que foi confirmado depois pelo amigo Hugo.

Anjo Gabriel

No segundo dia, no mesmo horário das 16 horas, o quarteto pessoense Dalva Suada abriu a programação. É um rock quase bruto que tem referência bluesy-stoner-math-experimental. Imagine algo como – com a devida proporção – se o MC5 soasse hoje como um Crooked Vultures… É mais ou menos por aí. Perto da “hora do ângelus” os pernambucanos do Anjo Gabriel desfilou um rosário de progressive rock no melhor estilo Focus e Yes. Uma boa banda cujo tecladista barbudo, chapéu na cabeça, me fez comentar com a minha amiga Olga Costa, que se parecia (na postura) com Thijs van Leer do Focus, cujo nome só lembrei agora. O caldeirão de sons teve espaço para o neo hardcore com a paraibana Elmo, música rápida com senso melódico que agitou a galera. Cansado ouvi distante o show dos engravatados Sem Horas, rapazes que fazem um retro-pop-rock com influência dos primórdios do rock brasuca. Estão aprimorando mais suas canções, embora eu prefira a “crueza” do inicio da banda. Depois disso tive que ir a um compromisso familiar e não pude ver o restante, mas segundo comentários as aprsentações do cantor-rabequeiro Beto Brito e do duo indie-rock pernambucano Julia Says foram ótimas. E o público como sempre prestigiando mais as grandes atrações.

Madalena Moog

O ensolarado feriado determinou o fechamento das apresentações do festival. Pra mim foi o melhor dia. Bem antes rolou banho de mar no Cabo Branco, registro da farofagem bacana local e uma “session” de cervejas geladas. E todo mundo cantando o refrão “a vida é boa, a beira mar em João Pessoa”, clássico madaleniano além fronteiras. E isso foi o mote para conferir o show da banda Madalena Moog, que fez a abertura do dia. Aproveitaram para lançar novo disco e apresentar uma sonoridade mais direcionada ao samba-rock com rabiscos de maracatu e frevo. O cantor, compositor e guitarrista Patativa guia a trupe para uma verdade mais “abrasileirada”, abrindo (um tanto) mão do pop-rock. O novo disco tá sublime e tem uma primorosa produção. O show seguiu a mesma linha, só faltou os dois metais que completam a nova proposta. Na sequência tivemos o trio Sex On The Beach, outro grupo instrumental que faz um surf music moderno com um “punch” rock bem interessante. É uma atração para qualquer evento.. Quando o grupo paulista Gigante Animal começou pensei que seria um som pesado, barulhento e foi todo ao contrário. Som pensando, meticuloso, melódico e até matemático. O amigo ator e expert em bons sons Everaldo Pontes soletrou que achou parecido com o Bufallo Tom sem distorção e eu vi uma similaridade harmônica com o Death Cab For Cuties, do “line up” são os que mais se aproximam do novo indie rock americano. O baterista Thiago Babalu é sergipano, é uma das crias do genial Rafael Jr (Snooze) e com um aval para ser um dos melhores do festival – Pablo Ramires, da Cabruêra foi o outro animal das baquetas – . O Gigante foi uma grata surprêsa!

Beto Brito

Minha expectativa também não esperava a bombástica apresentação dos poptiguares Camarones Orquestra Guitarristica do casal Ana e Foca. É outra coisa com essa nova formação. Uma banda com um som mais denso, encorpado, mais rock como o Foca resumiu. Um dos melhores shows do festival! Na seqüência tivemos a Cabruêra, o nome mais importante da nova música paraibana e arroz-de-festa dos principais festivais do país, que justificou sua fama com um dos shows mais cativantes do evento. Botou todo mundo pra dançar, fazendo quase todo repertório do disco “Visagem”. Pra mim não precisava mais nada. Ouvi de longe os argentinos The Tormentos que fazem um surf music bem tradicional. Legal, mas eu já estava louco pra ir pra casa e o corpo pedia uma cama. Não foi possível ficar para ver o Abiarap, novidade do rap local e o lendário BNegão e banda, esse vi chegando com seu indefectível óculos e uma descomunal pança. Até hoje tô filosofando: o Mundo não é um festival da massa, mas é massa para o público!

Texto: Jesuíno André / Fotos: Anderson Silva.

terça-feira, 23 de novembro de 2010


Até o próximo domingo, dia 28 de novembro, a capital paraibana é o cenário do maior evento literário do Brasil realizado durante o segundo semestre do ano.

O 1º SALÃO INTERNACIONAL do LIVRO reúne as principais editoras e livrarias do Brasil e exterior e encerra o calendário de eventos do gênero no país em 2010.
O evento conta com diversos espaços destinados ao público de todas as idades. Oficinas, palestras, workshops, atrações musicais e teatrais farão parte da programação. A entrada é franca!
Confira a programação: www.salaodolivropb.com.br
FRAGMENTO DE SONHO Nº 32



Sonhei que lhe amava, meu grande amor
Igual William S. Burroughs a Joan Vollmer
Igual Sid Vicious a Nancy Spungen
Igual Bonnie Parker a Clyde Barrow
Igual Lampião a Maria Bonita
& me danei a achar lindo tudo o que você fazia
Você estripando aquele gato no Altiplano
Também mijando a porta da Igreja do Carmo
& era a visão, de todas, a mais sagrada
Nossa Senhora em sua plena senhoridade
& a gente entrava em uma tela feita por Shiko
Igual Akira Terao em uma cena do filme Yume
Quando Kurosawa usa tão bem Vincent Van Gogh

Sonhei lhe dando a minha faca & o meu revólver
& lhe tirando para dançar Nagasaki Flower
& Zé Guilherme recitava um longo mantra budista
Com voz imposta, mãos estendidas & olhar vidrado
& Jesuíno via você & falava em sexo
& eu me rindo, um viciado muito maluco
& você dizendo que Jesuíno só pensa nisso
& Edmundo concordava com tudo o que era dito
& você descia a Castelo Branco indo a pé para o viaduto
Com uma garrafa de Carreteiro numa das mãos
& quando chegava ao Miramar, vendo as muriçocas
Dizia, rindo, que essa picada era o seu fim
& depois sua cara triste, como um dia nublado

Sonhei que você ligava para dizer que sentia muito
& eu dizia que sentia era fome, & ia comer
& eu já estava de saco cheio era de tudo
Incluindo o milhão de vezes que você ligava
& somente Roberto Carlos me compreenderia
& eu lhe amava com a minha faca & o meu revólver
& lhe amava com os meus dentes & as minhas unhas
& lhe amava com o pão de ontem oferecido
& com a cerveja & as doses certas de cocaína
& lhe amava com o antisséptico & o sabonete
& com o arroz & com o feijão & o frango frito
Eu lhe amava cantando rouco & desafinado
& lhe amava com o som da chuva & do trovão

Sonhei que eu pegava um guarda-chuva & abria a porta
& como no filme de Charles Chaplin, saía andando
& o horizonte era o destino, & a direção
& acordei & estava muito, muito, muito sozinho



sábado, 13 de novembro de 2010

SOMOS


Nos somos o resultado da Liberdade sonhada
O desiderium alcançado & o fim das utopias

Nos somos a vitoriosa Nação Santa
O povo do sucesso histórico
A raça eleita
A casta sacerdotal da realeza
A mais bela das aquarelas de Luyse

Nos somos o Hoje pelo qual, Ontem,
Foram feitas todas as revoluções
E pelo qual morreram todos os santos & mártires
Do Buda ao Cristo crucificado
De Lenin a Gramsci
De Trotski a Lampião & Maria Bonita
De Amaro Gomes Coutinho a Jacobina Maurer
De João Pedro Teixeira a Antônio Conselheiro
Da Revolução Francesa à marcha de 68
De Tancredo em 85 a Ulysses Guimarães, em 92

Nos somos os habitantes deste tão melhor dos mundos
O melhor dos mundos possíveis
Os moradores da Nova Jerusalém
Nova Sião
Novo Céu
Nova Terra

Nos somos o produto dos ideais mais nobres
O positivismo mais positivo
A razão bendita & glorificada
A fronteira vencida
O horizonte descortinado
A esperança realmente desesperada
E assegurada de uma vez para todo o sempre
Assim na Terra como no céu. Amém.

Nos somos o bom termo do sonho americano
A bem-aventurança pesada & medida
A Terra Sem Males conquistada, enfim
A Nova Atlântida reerguida
A Cidade do Sol de Campanella
A Utopia de São Sir Thomas More
E este tão Admirável Mundo Novo

Nos somos o mundo que os beats aspiravam
Que os hippies transcendiam
Que os yuppies maquinavam
E que os punks viam

Nos somos a somatória de todas as fantasias
De todos os delírios
De todas as viagens transacionais
De todas as boas intenções
Que enchem as gavetas das empreiteiras
Do mercado imobiliário
E os quintos dos infernos, por antonomásia

E nos somos o que podemos ser
E somos, por fim, no fim,
Uma grandicíssima de uma merda


(P.)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Festival Mundo é palco para
lançamentos de discos


Desde a primeira edição, música sempre foi o foco principal do Festival Mundo. Não à-toa, a sexta edição do festival foi a ocasião escolhida para que quatro bandas lançassem novos discos. São as paraibanas Elmo e Madalena Moog, além da pernambucana Anjo Gabriel e dos pauistanos do Gigante Animal. Os lançamentos serão comemorados com os shows e os discos estarão à venda no stand Fora do Eixo, em frente à área dos shows.


Anjo Gabriel é uma banda pernambucana de música instrumental psicodélica. Mas não pense em calmarias, a guitarra e a bateria nervosas da banda se complementam com os sons do baixo, teclado e theremin. O resultado é uma música que não poderia ser ouvida de outra forma, senão num bom e velho vinil. Por isso mesmo, a banda estará lançando no dia 14 de novembro, no palco do Festival Mundo, não um CD ou EP, mas um vinil.

A psicodelia dos pernambucanos da Anjo Gabriel

Há um ano trabalhando no projeto de um CD, a Elmo finalmente irá lançar seu disco com 14 composições próprias. Fazendo um hardcore competente e já conhecido pelo público local, a banda teve o disco gravado no Estúdio Mutuca, no Varadouro, e mixado no Sergipe. Nele, constam músicas como “Prisão”, “Diferentes Defeitos” e “O Dono da Razão” – já conhecidas pelo público que freqüenta os shows da banda. O disco leva o mesmo nome da banda e a capa foi feita pelo designer Rodrigo Bonfim. O lançamento acontecerá também no dia 14, será o terceiro show da noite – logo após o do Anjo Gabriel.

O hardcore dos paraibanos da Elmo

Já a Madalena Moog, velha conhecida dos palcos indies locais, estará lançando seu novo CD “Samba Pro Seu Dia” em 15 de novembro. Gravado entre junho e agosto de 2010, o disco tem várias participações especiais de músicos locais já conhecidos e consagrados no cenário local. Pablo Ramirez e Arthur Pessoa, ambos da Cabruêra, Débora Malacar (Sonora Sambagroove), Érica Maria e Xisto Medeiros fazem parte deste, que é o segundo CD da banda. O disco tem 12 músicas autorais que passeiam por vertentes do samba e também do indie-pop.


O CD bem brasileiro dos paraibanos da Madalena Moog

A Gigante Animal, depois de quase dois anos, volta à terras paraibanas. Por isso a banda resolveu chegar com algumas novidades, duas delas lançadas especialmente para esta viagem. Entre os materiais inéditos no nordeste da banda, estão o quarto EP “Obrigado Ténn”, poster em formato A3 e o lançamento da música "Sempre com Razão", gravada e disponibilizada no myspace da banda como uma prévia da tour, além de camisetas confeccionadas com novas estampas, uma delas em primeira mão no Nordeste.

Os paulistas super agitados da Gigante Animal

O Festival Mundo acontecerá de 5 de novembro a 5 de dezembro nas dependências da Usina Cultural Energisa. Dentro da programação, exposição de Artes Visuais, palestras, debates, oficinas, workkshops e ainda três dias de shows (13, 14 e 15) com bandas argentinas e brasileiras que figuram na cena musical independente.
O evento é filiado à ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independentes), está integrado ao Circuito Fora do Eixo e será realizado na Usina Cultural Energisa, com apoio do SEBRAE, FUNJOPE, SEDES, Handfull Informática, GrafSet e ABD-PB e Energisa. O site oficial, patrocinado e produzido pela agência SODA Virtual, é www.festivalmundo.com.br.

SERVIÇO:

Lançamento de discos no Festival Mundo
Anjo Gabriel (PE) e Elmon (PB) dia 14 de novembro
Madalena Moog (PB) e Gigante Animal dia 15 de novembro
Usina Cultural Energisa. Rua Juarez Távora, 243 (Torre).


Assessoria de Imprensa Festival Mundo
Carolina Morena
morena.carolina@gmail.com | 83 8804 0455
Sarah Falcão
sarahfalcao@gmail.com | 83 8815 0055

Assessoria de Imprensa Coletivo Mundo
Renata Escarião
renataescariao@gmail.com | 83 8850 5852