quinta-feira, 29 de dezembro de 2011


OS/AS 10 REALMENTE MELHORES DE 2011


Pululam, a cada final de ano, as famosas listas de “Os Melhores Disso” e “Os Melhores Daquilo”. Os caras, ou grupos, acham que têm um gosto (musical, cinematográfico, etc.) tão fino e tão bom que podem definir o que seja melhor ou pior, na produção – do que quer que seja – de cada ano. Ora, gosto individual não é critério para medir coisa nenhuma para ninguém – a não ser para si mesmo. E quem se importa com o que “você”, pessoinha que faz lista, gosta ou deixa de gostar? Por isso, e a título de escárnio e zombaria, faço aqui a minha lista de “OS/AS 10 (realmente) MELHORES DE 2011”; que como você poderá notar, pessoa desocupada (que perde o seu tempo lendo isso), servirá ainda para 2012, 13, 14, 15, etc. Porque o “melhor deste ano”, continuará sendo o melhor, depois dele. Isso, sim, é uma lista de responsa. Hehe...

Mas, faça um favor a você mesmo: leia isso não!, vá procurar uma lavagem de roupa! Mas se você é mesmo desobediente e o tempo e seu e você faz com ele o que quiser, então, segue a lista:


CACHAÇA

Várias marcas. Não menciono nenhuma, porque ninguém me paga para isso. Mas as melhores são as de Minas e Paraíba. Primeiro lugar em qualquer lista que se preza, naturalmente.

CERVEJA

Várias marcas. Não menciono nenhuma, porque ninguém me paga para isso. E como as mais vendidas no Brasil (ao menos nos Estados do Nordeste), são pilsen, então vai do gosto de cada um. Segundo lugar em qualquer lista que se preza, evidentemente.

WHISKY

Várias marcas. E, nas palavras do mestre Barão de Itararé: “O uísque é uma cachaça metida a besta.” Assim, vamos na modéstia e fiquemos com a branquinha mesmo.

ARROZ BRANCO

O arroz parbolizado parece playboy bombado. Arroz é massa (literalmente) porque você pode servir com praticamente tudo o que é comestível, e fica bem; e para quem mora sozinho, é uma mão na roda: facílimo de fazer. Nos supermercados são vendidos pacotinhos para arroz de carreteiro, arroz com isso e com aquilo outro, e explicações de como ser feliz na cozinha. Arroz também serve para fazer sake (saquê), que parece com cachaça e... Ok, não parece tanto, mas é gostoso também.

FEIJÃO CARIOCA, branco

Nada contra o preto, mas esse aí é melhor em feijoadas, e se não for o caso... Feijão é rico em ferro, cálcio e potássio. Contra anemias, é uma maravilha. E o caldinho do danado, com uma cachacinha, nem digo mais nada...

BIFES (carnes vermelhas)

Variados. De preferência aqueles que servem para assar, fritar, etc. Para cozinhar, costelas são uma delícia – e dão um ótimo pirão, para quem gosta de pirão. Pirão fica bem numa farrinha com os amigos, nas comemorações do final do ano. E se for acompanhado com umas boas cervejas, boa música e uma cachacinha, é só alegria.

PEIXES (carnes brancas)

O período é muito produtivo para vendedores e comerciantes de modo geral, mas ainda mais para os que trabalham a base de comissão ou prêmio. Rendimentos extras virão engrossar o seu orçamento. No amor, segure bem e valorize o que tem em mãos, e beba menos cachaça. Quando não é o óbvio – se ligue! –, o horóscopo sempre mente.

LIVROS / HQs

Variados. Desde que não sejam de autoajuda, nem de espiritualidades, nem do Padre Marcelo Rossi, nem do Padre Fábio de Melo, nem da Lya Luft, e, menos ainda, do Silas Malafaia ou Edir Macedo. E, por falar em livros e cachaças, há ótimos livros sobre a marvada, como o clássico do potiguar Luís da Câmara Cascudo: “Prelúdio à cachaça” (Instituto do Açúcar e do Álcool), o da paraibana Kerssia L. S. de Melo: “Universo geográfico da cachaça no brejo paraibano” (Sal da Terra Editora) e o de Renato Figueiredo, “De marvada à bendita” (Matrix Editora). Parece que falta um herói bêbado nas HQs, não é? Cadê você, Tony Stark?

FILMES / DVDs

Nenhum que seja dirigido por M. Night Shyamalan – com exceção de “O sexto sentido” (1999) ou outro dos Blockbusters enlatados dos EUA. Este ano ganhei (e vi), do meu amigo Jesuíno André, um documentário excelente; sobre cachaça, claro. Trata-se do “Marvada pinga: cachaça imaculada” (2006), dirigido por Alejandro Gedeón e Léa Zagury. Totalmente excelente!

DISCOS / CDs

Vários. De preferência os que não sejam de bandas apadrinhadas pelo Circuito Fora do Eixo, nem da “nova MPB” (que revisita clássicos da “velha MPB”, rearranjando-os de modo “inovador” e “alternativo” [???]) e, menos ainda, das famosas Listas dos Melhores do Ano, comuns por esta época. Noriel Vilela, umbandista dos bons e dono de uma voz grave e lindamente marcante, não dispensava uma branquinha. Procure os discos dele e veja por você mesmo. Saravá!

FRUTAS (e verduras)

Opa! Já ia passando dos dez... Uma cachinha para fechar a conta e passar a régua. Feliz 2012, macacada!

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Psicografado por Patativa Moog

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A vida é boa a beira-mar em João Pessoa

O professor, músico, poeta e compositor Patativa Moog é frequentador assíduo do nosso quiosque. Pessoa simpática e querida da cena cultural de João Pessoa, é também um bom gourmet e especialista em cachaça de qualidade. Em uma declaração espontânea de bem-querer para com a cidade e com o quiosque, ele nos enviou esse belo texto com teor poético, o qual publicamos com grande satisfação:

“Sentar [...] entre os amigos e falar sobre soluções para os problemas universais. Deixar que tarde passe, sossegada...” São as primeiras frases de “Veraneio”, música da banda pernambucana Eddie – com quem me identifico. E tanto que, eu mesmo, e isso bem antes, em 2006, no coro de “Stronic Up!, coloquei o verso que, em nossos shows (Madalena Moog) é repetido, em coro: “A vida é boa a beira-mar em João Pessoa.” Pernambuco e Parahyba, meus dois Estados preferidos. Um por herança genético-geográfica, Pernambuco; outro por opção estético-profissional, Parahyba. Meu Pernambuco tem muitos encantos, tem sim; a Parahyba, também. Especialmente em João Pessoa, há um quiosque que, sempre que posso, estou lá. E, de tanto ir, já me tornei amigo dos proprietários, os irmãos Vanderlei e Marconde: Quiosque Dois Irmãos. São duas figuras incríveis, de corações enormes. O Quiosque Dois Irmãos fica logo ali, em frente ao Littoral Hotel, na Praia do Cabo Branco, pertinho do Marinas. Não poucas vezes, depois de “deixar que tarde passe sossegada”, acompanhada de petiscos saborosos, cervejas geladas e amigos queridos, e antes de retornar para casa, convencido de que “a vida é boa a beira-mar em João Pessoa”, segui a pé pela orla limpinha e perfeita para uns mergulhos, deixando meus pés afundarem na areia. É uma verdadeira catarse, uma terapia contra as terapias".

Publicado em: http://quiosquedoisirmaos.blogspot.com/2011/11/vida-e-boa-beira-mar-em-joao-pessoa.html

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Noite do jazz no teatro Paulo Pontes‏


Hoje os lamentos do blues dão lugar aos improvisos do jazz em João Pessoa. Depois que o Mississipi banhou as praias do Bessa no 'Oi Blues By Night', no início da semana, agora é a vez do teatro Paulo Pontes ter sua 'Noite de Jazz' nesta quarta-feira, às 20h, em show gratuito.

No palco, duas expressões da música afro-americana se encontram em um diálogo com sotaque franco-brasileiro: o tête-à-tête se dá entre os grupos Néctar do Groove, da Paraíba, e o Benoît Berth Back Quartet, da França.

Fundado em 2007 pelo saxofonista Benoît Berth (que empresta seu nome à formação), o quarteto francês tem lá suas afinidades com o Néctar do Groove.

É que os paraibanos se reuniram na capital um ano antes dos seus colegas do Velho Continente, capitaneados também por um virtuose europeu do saxofone: Stephan Thomas.

Já fixado no Brasil há quase 20 anos, o suíço é quem guia a visita do Benoît Berth Back Quartet ao país com a ajuda de Orlando de Freitas (baixo) e Victor Ramalho (bateria).

São eles que abrem a noite para os estrangeiros, que prometem mostrar ao público um embasamento clássico do jazz estudado em um centro de música que leva a marca de Didier Lockwood, violinista que se apresentou no Brasil no ano de 2009.

Tanto Berth quanto Zacharie Abraham (contrabaixo), Raphaël Chevalier Duflot (bateria) e Jean Kapsa (piano) são egressos da instituição, e seus standarts ganharam as lojas a partir de First Pages, álbum do ano passado.

De lá para cá, Berth e companhia fizeram aparições em festivais como o Jazz in Marciac, no sudoeste da França, e o European Jazz Contest, em Roma.

Na capital italiana, os jazzistas foram saudados como atração de destaque. Os franceses também deram uma paradinha em Pernambuco, no Recife Jazz Festival, antes de chegarem por aqui.

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Texto de Tiago Germano, no Caderno Vida e Arte, Jornal da Paraíba (02/11/2011 às 06h30)

http://jornaldaparaiba.com.br/noticia/69106_noite-do-jazz-no-teatro-paulo-pontes



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Diversidade de sons é a marca da coletânea “Música de Parahyba”, que será lançada no Teatro de Arena




Motivados em mostrar os frutos musicais da capital paraibana, artistas de diversas tendências da cena local unem suas forças desde 2009 para levar adiante o projeto coletivo do Fórum da Música. Para mostrar ao público o fruto desse trabalho, o fórum lança, nesta sexta-feira (28), em um show no Teatro de Arena da Funesc, a coletânea ‘Música de Parahyba’. O evento será às 20h e os ingressos serão vendidos no local ao preço único de R$ 5.

O CD reúne 20 faixas de diversos artistas da terra, dos mais variados estilos - do rock de Cerva Grátis ao reggae de Febuk, passando pela ciranda do Círculo de Tambores e pelo som instrumental-psicodélico de Ubella Preta.

O show de lançamento contará com participação das bandas Abiarap, Febuk & Banda Santo Graal, Baluarte, Orquestra de Berimbaus, Atitude Urbana, Zé Viola, General Frank & Preta San e Pablo Escobar, todas com uma faixa gravada no CD. O evento conta com o apoio da Funesc, Funjope, Rádio Tabajara e Sebrae-PB. O álbum completo está disponível para download no blog do Fórum Música da Paraíba (http://musicadaparaiba.blogspot.com).

A produção da coletânea foi feita de forma cooperativa, pontuando um dos momentos mais importantes da atual organização dos artistas de música da cidade. A partir de iniciativas como essa, o coletivo reafirma a disposição em resgatar o trabalho iniciado nos anos 80 pelo Musiclube da Paraíba.

Fórum de Música

Criado em agosto de 2009 para integrar os trabalhadores de música da cidade, o Fórum de conseguiu participar da II Conferência Municipal de Cultura, apresentando propostas que foram discutidas no meio musical de João Pessoa, somando-se às ideias de músicos de outras cidades do interior paraibano. O resultado destas idéias propostas foi a elaboração de um documento oficial que foi levado ao Encontro Nacional de Cultura, realizado em Brasília.

Serviço:

Show de lançamento da coletânea Música de Parahyba

Data: Sexta-feira (28)

Hora: 20h

Local: Teatro de Arena da Fundação Espaço Cultural

Preço único: R$ 5

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FONTE: http://funesc.com.br/cultura/index.php?option=com_content&view=article&id=558:diversidade-de-sons-e-a-marca-da-coletanea-musica-de-parahyba-que-sera-lancada-no-teatro-de-arena&catid=1:informativo-noticias&Itemid=145

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Eles querem botar fogo no mundo, e sair correndo...


Igor Von Richthofen (Scary Monsters), sobre o show de estreia da paraibana Squizopop, postou o seguinte comentário, em seu blog – que uma garotinha no seriado CSI Miami afirma ser o lugar onde os frustrados escrevem o que querem, para ninguém ler –: “... eu me deparo com uma insana passagem de som onde vejo além da amizade (que supostamente levaria a minha opinião à falsidade contida na infame e previsível brodagem); vejo 4 pessoas numa ânsia de passar seu recado sem aquele pudor ou amarras a um suposto ‘bom gosto’. A banda que fazia barulho atende pelo vulgo nome de ‘Squizopop’, e seu efeito é pesado.” É, sim. E eu também estava naquele show; e também escrevi resenha sobre ele; e conheço cada um dos caras que davam as caras ali, no palco. Meninos, meninas, não se enganem: eles querem botar fogo no mundo e sair correndo, mostrando o dedo ou a bunda à sra. sua mãe, ao sr. seu pai.

Na apresentação que a banda faz de si mesma, e pela índole maldita de um de seus guitarristas e vocalistas, o amaldiçoado Ikaro Maxx, a Squizopop é “uma nova forma de vociferar pelas ruas, uma nova febre ensurdecedora, um novo orgasmo implantado nas entranhas da juventude...” E é preciso ter mais de 18 para ouvir o que eles têm a dizr; e é preciso não ter pudores para vê-los em ação, nos palcos, nus e desbocados. Enquanto o Igor Bebum vê “óbvias referências a nomes como Sonic Youth, Nirvana e ecos do melhor do punk 77, mesclados a experimentalismos guiados pela ensandecida dupla de guitarras”, eu vejo as mesmíssimas coisas, cuspidas da Sonic Youth, Weezer e Guided by Voices, principalmente quando é o Pablo Giorgio nos vocais. Mas, ah!, à merda com as referências! A Squizopop tem luz própria, e o EP Polvo (2011) mostra-a muito bem; basta ouvir.

Polvo foi gravado, mixado e masterizado entre agosto e outubro de 2011, no Mutuca Estúdio (Centro Histórico de João Pessoa), com recursos e produção da própria banda. É uma paulada. Além da excelente captação de áudio – bem no espírito anarco-punk da banda –, nem sempre transmitida como nas apresentações ao vivo, a seleção das músicas foi um tiro na mosca, prendendo o ouvinte do começo ao fim, sem deixar a chapa esfriar. A super bem produzida e empolgante “Galleries”, gritada com fúria e paixão, abre espaço para “The same”, que é um ménage à trois ensandecido entre Weezer, Sonic Youth e Thomas Jefferson Slave Apartments. Digo assim para mencionar as referências mais conhecidas, do que se pode chamar de mainstream – embora isso não limite o que a banda faz, como se reproduzindo tendências, etc. É o caos cantado, com cheiro de álcool, fumaça de cigarros e felação. Em “Harvest”, a longa entrada da bateria de Rodolf Lahm, seguida pela guitarra base de Pablo, depois o baixo palhetado do Rafael, e depois as distorções cheias de impedâncias da guitarra do Ikaro, dão solidez ao corpo que faz trilha para a letra. É uma colheita nervosíssima! Principalmente no coro, quando a bateria – que comanda do começo ao fim – muda o andamento, numa sequência punk-hardrock matadora. “The lost ones”, por fim, lembra uma rock-balad à Weezer; também lembra, e muito – e longe de ser cópia –, as faixas 2 e 3 do álbum “Mag Earwhig!” (1997), da americana Guided by Voices. “The lost ones” é a mais lenta do Polvo, e fecha o EP, que é incrivelmente bom. “The lost ones” é servida como aquele cigarro que se acende após o sexo, que vai queimando lenta e gradativamente, apagando e sendo aceso conforme aquele ou aquela que fuma, em um quarto quente numa madrugada. Pode ser também, dependendo da ocasião, o dedo que é enfiado goela abaixo, para (como nos bacanais da Antiga Roma pré-cristã) provocar o vômito; não por desprazer, mas para que o prazer se repita, depois da primeira saciedade. Não; os caras da Squizopop não têm nem a faca e nem o queijo, eles têm a fome. Esperteza que a poetiza mineira, Adélia Prado, sabe dosar bem em todas as suas obras. Sim; parece que os perdidos da Squizopop não estão tão perdidos assim.

SQUIZOPOP é:

Ikaro Maxx – guitarra, ruídos, vocal
Pablo Giorgio – guitarra, ruídos, vocal
Rodolf Lahm – bateria e vocal
Rafael “Spitfire” – baixo e vocal

A primeira aparição pública dos sádicos da Squizopop foi em um domingo, 24 de outubro de 2010, no Centro Histórico de João Pessoa. Depois os caras se apresentaram várias vezes, em vários locais, fazendo shows em lugares sujos e escuros, para públicos diversos e duvidosos. Um aviso: se, depois de um desses shows, você ficar viciado ou viciada na anarquia sonora da banda, e quiser ir aonde ela for e/ou indicar, é bom estar bem armado/a: a experiência pode ser libertadora, para o seu bem ou para o seu mal. E culpa será toda sua.

DOWNLOAD http://www.mediafire.com/?dyzzo89otuucx29

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Patativa Moog é músico (Madalena Moog), produtor, professor de filosofia, chato e reclamão.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Projeto Subindo a Ladeira

20 a 21 de Outubro | Edição dedicada às crianças

(Levem os bambinos e bambinas; é tudo para eles!)




Programação Cultural

Dia 20 | Quinta-Feira:

19h00 | Sessão de Cinema Infantil Sanhauá
Local: Escola Padre João Felix (Porto do Capim)

21h00 | Cineclube Sanhauá
Local: Casa de Cultura Cia. da Terra

Dia 21 | Sexta-Feira:

18h00 | Mostra Rosa Cagliani
Local: Casa de Cultura Cia. da Terra
Atração: Tempo de Dançar - Ballet Jovem da PB

19h00 | Sons do Sanhauá
Local: Escola Padre João Felix (Porto do Capim)
Atração: Show do CD Travessuras – Carlos Anísio

Dia 22 | Sábado:

17h00 | Sons do Sanhauá
Local: Casa de Cultura Cia. da Terra (R$ 8 e R$ 4)
Atração: Show Érica Mainha – Érica Maria

19h00 | Mostra Rosa Cagliani
Local: Casa de Cultura Cia. da Terra (R$ 8 e R$ 4)
Atração: Era Uma Vez... – Deuzeruora Vamimbora




quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Panço e os quixotescos amigos na Música Urbana, 18/10/2011, João Pesso-PB

Sai do rock, cara, sai do rock! *


Ontem foi uma terça-feira legal. Nem chegou a uma dezena de amigos que prestigiaram o lançamento do livro de Panço. "Esporro" é o seu terceiro, que versa sobre o rock anos 90 na Cidade Maravilhosa. Embora seja especifico sobre uma cena, diz muito para cenários distantes onde as conspirações astrais e sonoras tinham uma mesma configuração. Eu vivi e convivi bastante essa época, e o livro, queira ou não queira, traz à tona "modus" de uma cultura pré-internet - para limitar o contexto -, sem o cheiro da naftalina e o ranço do saudosismo barato. Panço diz, na sua sinceridade peculiar, que é apenas um registro de momentos interessantes de sua memória-viva-vida. Mas não se engane, pois essa obra faz cutucar as lembranças da nossa própria aldeia. Aldeia esta construída com outros suportes e outras ferramentas que são comuns e únicas em seu tempo. Nada de comparação. Em cada lugar (e tempo) tem seu Piu-Piu, sua Gangrena, sua Garage, suas figuras marcantes tão significantes para muitos, como comprovado no livro. É essa despretensiosa verdade, que ele-e-o-livro expõe e mostra para todos, o seu grande trunfo que deve ser lido por qualquer um e que pouquissímas pessoas teriam coragem, digo, disposição, para retratar e deixar estampado na história. No andar da carruagem do Sr. Tempo, ele mesmo, durante a sua peregrinação de duas semanas para divulgar e vender o livro, já tem vivido outras histórias; como encontrar veteranos que cravaram o rock na pele sem se importarem com os caminhos e descaminhos do destino.
Para a nova geração fica o exemplo que somos apenas seres (des)humanos, óbvio ululante, e não apenas marionetes nas mãos de poucos. Lição que deve ser dita em constância para que a bobagem - e a estupidez - não seja a nossa herança para a eternidade.
Estou, como ficou claro, bem sentimental - e de veneta - na escrita, mas a noite foi legal. Fruto instantâneo das presenças ímpares de Edy Gonzaga, Bergson, Dorivan, Diogo Galvão, Patativa e Jansen. Juntamos a energia positiva com a boa conversa na loja do gentleman Róberio e depois fomos tomar umas cervejas com Panço, porque garganta sêca só papagaio pra falar muito.
Para os que não foram, sempre há uma nova chance...

* o título se refere a um literal esporro que uma pessoa levou, mas esse caso só o Edy pra contar.



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